Bem-Estar

Como é a aposentadoria de um cão guia

O fator determinante é a condição física do cão, no campo emocional ele pode ou não continuar trabalhando

Texto: Patrícia Barbosa e Samara Michele

É muito lindo ver um cão guia a trabalho, mas o que acontece após os bastidores também é digno de aplausos. A escola de cães guias Helen Keller possui apenas três funcionários, está localizada no bairro dos Municípios em Balneário Camboriú e é responsável por todos os encaminhamentos de cães guia da região.

Tudo começa com os socializadores que recebem o cão recém-nascido e ficam com ele durante um ano e meio até estarem aptos a realizar o treinamento para trabalhar com o deficiente visual. A escola faz todo o acompanhamento do início ao fim da vida do cão.

O tempo para se aposentar um cão varia. Hoje na Escola de Cães Guias Helen Keller existem cães que se aposentam com seis anos e alguns com nove. O fator determinante é a condição física do cão, no campo emocional ele pode ou não continuar trabalhando. Os passos daí em diante podem ser negociados, a primeira opção é manter com o deficiente visual, caso ele tenha condições de manter o cão aposentado e o novo. Outra opção é voltar para a família que o socializou, até findar os últimos dias de vida.

Jhennifer Ferreira, 22, é acadêmica do curso de Biologia da Univali, trabalha na Escola de cães guias há um ano, e conta um pouco sobre o processo de aposentadoria dos cães. Uma pessoa que já utiliza o cão guia, pra voltar pra bengala é uma situação complicadíssima, é mais fácil à probabilidade de acidentes, então o deficiente visual volta a ser prioridade quando solicita um novo cão. Nesse processo é preciso encontrar um cão que seja compatível a ele, então a primeira opção é o cliente, se ele não tiver condição o cão volta para escola e se vai atrás de uma família bacana para acolher esse cão. A idade máxima para o cão se aposentar é em torno de 10 a 12 anos, como os labradores são cães de grande porte a tendência é eles se desgastarem conforme a idade avança.  Jhennifer também conta que o cão não fica uma vida toda com uma pessoa só, além do socializador o deficiente físico também pode receber o antigo cão guia e torna-lo um cão de lar.

“No final da vida os cães são doados. É feito um contrato que a pessoa tem que manter, porque é um cão que trabalhou para nós, mas ele nunca será esquecido, é um cão importante e precisamos saber se ele tá indo bem, porque não é por estar aposentado que ele pode ter uma vida qualquer. Fazemos acompanhamento.” Helen Keller

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