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Igualdade sobre quatro patas

Hipismo é o único esporte olímpico no qual homens e mulheres competem pela mesma medalha

Bruna Gonçalves e Tatiane Decker

Nos livros de história, filmes de guerra e até em documentários sobre o descobrimento do Brasil, a imagem do cavalo se faz presente. A cooperação entre cavalo e cavaleiro existe há muito tempo, assim como o surgimento do hipismo como esporte. Inicialmente essa modalidade era praticada somente por homens e hoje é o único esporte olímpico de igualdade competitiva.

O hipismo começou a fazer parte dos jogos olímpicos no ano de 1900, em Paris, e até os anos 50 era um esporte unicamente masculino. Hoje, mais de seis décadas depois, é um dos que mais promove a igualdade de gênero.

“Pratiquei hipismo durante muito tempo e sempre adorei o esporte. Depois que descobri sobre a igualdade entre homens e mulheres, crianças e idosos que o esporte proporciona, achei ainda mais bonito. O hipismo é realmente um exemplo de respeito no esporte”, diz Raquel Bado Zen, ex-praticante e apaixonada por Hipismo.

As modalidades de uma competição de hipismo são três: adestramento, saltos e concurso completo de equitação. Artisio Marchiori Prandini Neto, professor de equitação brusquense, afirma que o esporte tem grande influência na união entre atletas e seus familiares, além de trazer diversos benefícios para saúde e ser um esporte no qual homens e mulheres disputam o mesmo prêmio.

“É a única modalidade da área olímpica em que homens e mulheres disputam a mesma medalha, além de fazer muito bem para o corpo. Benéfico para todos os gêneros e idades, este é um dos tantos pontos positivos que o hipismo traz para a sociedade desde sempre”, conta o instrutor.

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Artisio Marchiori Prandini Neto, instrutor de hipismo brusquense

A catarinense Flávia Teresa Schaefer Martins já disputou diversas competições de hipismo e afirma que essa igualdade de gêneros proposta pelo esporte é mais um dos motivos para ser apaixonada pela modalidade.

“Creio que a igualdade que o hipismo proporciona é uma forma de mostrar para o mundo, por meio do esporte, como homens e mulheres possuem a mesma capacidade para realizar todas as tarefas e desafios. O hipismo ensina a respeitar todo o tipo de ser humano, pois existem muita diversidade entre classe, idade e gêneros dentro do esporte”, afirma  a esportista.

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Flávia Teresa Schaefer Martins competindo, em 2011

Se há 65 anos a mulher não podia competir, hoje, mostra que talento não tem gênero. A também esportista Milena Elisa Knihs conta que não vê diferença, nem desvantagem em homens e mulheres competirem pela mesma medalha no esporte. “Já vi mulheres com muito mais vantagens do que os homens em campeonatos e vice-versa. Isso pouco tem a ver com o sexo, mas sim com a relação entre o cavaleiro ou cavaleira e seu animal, treino e esforço”, conta Milena.

 

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