Cidades

Resgate Social supera número de atendimentos em outubro

Em relação a 2016, este ano foram mais pessoas buscando auxílio em Balneário Camboriú

Texto: Gabriel Silva e Sérgio Augustin

Trezentas e quarenta e uma pessoas foram atendidas pelo Resgate Social de Balneário Camboriú em outubro. Os dados são mais um recorde para a Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social. É o maior número de acolhidos no mês de outubro – em 2016, no mesmo mês, foram 305 atendimentos. Este ano, no décimo mês do ano, 105 pessoas receberam passagem rodoviária para voltar ao município de onde vieram, para o seio familiar. Vinte foram enviados para centros de reabilitação de dependentes químicos ou inseridos no mercado de trabalho.

Apesar de tantos atendimentos, o diretor do Resgate Social, Eder Clemente, salienta que o número de moradores de rua na cidade é menor que o de 2016, apesar de que o número de pessoas vindo para a cidade em busca de melhores oportunidades aumentou: “Quanto ao número de pessoas em situação de rua, que vêm tentar a sorte ou buscam até mesmo auxílio social, houve um acréscimo. Porém, toda a equipe [de Resgate Social] tem trabalhado 24h, durante todos os dias da semana, para atender estas pessoas e assim reduzir a estatística”.

Resgate Social Foto Celso Peixoto (3)
Para solicitar a presença do Resgate Social, é possível ligar para o telefone (47) 9 8839 – 7075 ou pela Central do Resgate Social no 156. (Foto: Celso Peixoto).

Moradores da cidade discordam. “Fico impressionado com a quantidade de pessoas dormindo embaixo de marquises”, comenta Milena Cardoso, recepcionista. Para ela, o número de moradores de rua na cidade aumentou. “Não apenas quem vive nas ruas, mas também pessoas vendendo coisas em semáforos”, completa.

A maioria das pessoas vai para Balneário Camboriú em busca de nova oportunidade de emprego – 43% dos atendidos pelo Resgate Social. A segunda parcela está apenas de passagem, andando de cidade em cidade, sem rumo. Depois, 17% dos atendimentos são de pessoas que moram nas ruas há mais de um ano.

Morador de rua x morador em situação de rua

Moradores de rua são aqueles que escolhem não viver numa casa, junto da família. Morador em situação de rua é aquele que perdeu a casa por conta de desemprego ou dependência química. A estimativa é que 149 pessoas vivam nas ruas da cidade, sendo 28 moradores de rua e 121 em situação de rua.

Cidades catarinenses não aceitam moradores de rua

Este ano, uma denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, comprovada pelo SBT SC, mostra que algumas prefeituras estão transferindo moradores de rua para a capital do estado. O motivo é que elas não aceitam pessoas dormindo nas ruas da cidade.

Confira nessa reportagem:

 

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