Comportamento

Intercâmbio sem sair de casa

Balneário Camboriú e região recebe mais de 70 intercambistas neste verão

Texto: Bruna Gonçalves e Tatiane Decker

A alemã Kristina Helmbrecht desembarca neste sábado no aeroporto de Navegantes. Ela está chegando para realizar seu intercâmbio social. A jovem ficará durante seis semanas na casa de uma família que irá recebê-la até o final de seu projeto, em Meia Praia, Itapema. Neste verão, está prevista a chegada de mais de 70 intercambistas dos mais diferentes lugares do mundo, em nossa região. Vindos através da organização AIESEC, eles realizam projetos sociais durante o período de seis semanas em ONGs de Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú. Durante essas semanas, além do intercambista viver uma experiência bastante distante de sua realidade e se desenvolver de diferentes maneiras, ele também compartilha sua cultura com sua Host Family, a família que o acolherá durante sua experiência de intercâmbio. 

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Host Family brasileira recebendo Barbara Torres Aedo, do Peru. Arquivo pessoal

Atualmente, existem quatro projetos sendo realizados pela organização. São eles: Gira Mundo, Driblando, Smart e Planet Heroes. Neles, os jovens trabalham de forma lúdica com crianças e jovens de ONGs. São atividades que envolvem esportes, idiomas ou conhecimentos sobre questões de direitos humanos, meio ambiente e igualdade. Julian Moya esteve no Brasil no último verão e realizou o projeto Gira Mundo. Dentre todas as vivências da viagem, uma das mais marcantes foi o convívio com a família. “Minha host family era muito amorosa comigo. Minha ‘mãe’ era sempre muito preocupada e me mimava como um filho de verdade”. Essa foi a primeira experiência com o programa para a família que hospedou o jovem colombiano.

A estudante de engenharia Gabrielle Ferraz Minella já participou duas vezes do programa Host Family. Na primeira vez com uma intercambista vinda da Turquia, com quem ela conta ter tido a chance de desenvolver bastante seu inglês, já que era a única possibilidade de comunicação entre elas. Na segunda vez, Gabrielle hospedou uma peruana. Dessa vez a prática foi do espanhol. “A presença de pessoas diferentes em minha casa ajudaram a moldar minha rotina de uma forma mais divertida e fez com que eu vivesse momentos inesquecíveis”. Durante esses períodos, a moradora de Balneário Camboriú se viu como uma turista na cidade ao apresentar os pontos turísticos às meninas.  “Isso foi genial, pois muitas vezes na rotina do dia a dia, já não apreciava mais as belezas que estavam ao meu redor e alguém de fora faz com que isso se despertasse novamente”.

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Gabrielle e a intercambista turca Ekin, acompanhadas de uma amiga. Arquivo pessoal

Para Barbara Alessi, presidente da AIESEC Balneário Camboriú, a principal dificuldade na busca por famílias que queiram viver esta experiência é que o programa não é tão reconhecido devido à falta de abertura para divulgação. “Nossa principal dificuldade hoje é posicionamento, ou seja, lugares que queiram nos receber para divulgarmos o programa de Host, para não ficarmos apenas no boca a boca e no online. Mas já temos algumas escolas nos dando abertura e algumas universidades também”. O escritório de Balneário Camboriú já faz esse trabalho há seis anos e mais de 300 intercambistas já passaram por aqui.

O engenheiro Carlos Matiolo hospedou o colombiano Michael Frasser. Para ele, o maior ganho são os bons momentos que ficam. Além disso, é muito bom conviver com uma cultura a qual, muitas vezes, já se tem uma mentalidade formada, e depois perceber o quanto as coisas podem ser diferente disso. “Durante esse tempo, conviver com uma cultura de fora faz com que o mundo pareça menor. E foi muito impactante, para a minha família como um todo, poder entrar em contato com um idioma diferente”.  

O que é preciso para ser um host?
  • Ter um local adequado para que o intercambista possa se acomodar, preparar sua comida e lavar suas roupas;
  • Estar disposto a recebê-lo voluntariamente e sem custos;
  • Ter o desejo de conhecer novas culturas e viver a diversidade.

As famílias que participam do programa têm o acompanhamento da organização durante toda a experiência. As inscrições podem ser feitas através do formulário de inscrição do escritório local.

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