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Oktoberfest: Primeira Experiência

Texto: Amanda Macuglia e Joana Fonseca

20h30. Eu deveria estar pronta às 20h, eu sei, mas a conversa jogada fora sobre momentos em que o álcool havia sido consumido demasiadamente me fizera quase esquecer que estava indo pela primeira vez para a October. Ouço minha mãe berrar pelo atraso, e meu pai dar risada dizendo que ela já deveria estar acostumada.

“Mãe, se não parar de reclamar vou te deixar em casa.” Grito do banheiro, enquanto termino de me vestir.

“Mas credo, mais fácil você ficar.” Pelo tom da resposta, sei que preciso me apressar e, de preferência, em silêncio.

Depois disso, é só correria, e quando vejo já estamos dentro do carro prontos para uma viagem que deveria ser de uma hora e meia até Blumenau, mas não foi, porque nos perdemos no caminho.

A uma certa altura do caminho, o GPS deu pane, pois não estava atualizado com as mudanças na rota próxima a Gaspar. A solução foi pedir informação em um posto de gasolina. Demorou alguns minutos até achar um funcionário que soubesse explicar o caminho, mas valeu a pena quando o senhor de cabelos castanhos e um sorriso simpático nos disse para onde deveríamos ir. Quando enfim entramos em Blumenau, bastou seguir a sinalização de placas dentro da cidade, que é muito boa, e depois foi só ir atrás da multidão, pois o evento nem havia começado, mas já estava cheio.

Para achar onde estacionar foi difícil, acostamentos, terrenos vazios e até mesmo garagens de casas da comunidade estavam lotados, assim como as ruas repletas de pessoas caminhando. E foi passando por jovens e idosos vestidos a caráter, e policiais gritando com adolescentes que estavam bebendo, que finalmente chegamos ao local do evento.

Logo na entrada, já vemos um problema. Assim que nos aproximamos da catraca de entrada a mulher olhou para mim e disse: “Documento, por favor”. Joana, que estava ao meu lado, começou a procurar sua identidade também, mas teve a atenção chamada pela mesma mulher quando lhe disse: “Você não precisa, só ela.”, e apontou para mim. Assim, Joana passou direto, já eu tive que mostrar o RG por aparentar ser menor de idade. Isso quer dizer que o RG não é pedido para todas as pessoas, portanto, adolescentes que aparentam ser mais velhos entram tranquilamente. No final, Joana até brincou com a mulher ao falar: “Só para você saber, ela é mais velha do que eu.”

Assim que entramos, foi fácil perceber a quantidade de menores de idade que estavam lá dentro, desacompanhados, em um evento no qual isso é proibido. Outro erro observado foi a falta de conferência das bolsas, facilitando a entrada de armas e outros objetos. Havia policiais espalhados pelos pavilhões, mas não seriam o suficiente para conter o problema se houvesse alguém armado.

Começamos a andar pelo lado de fora, onde há lojas de lembrancinhas da October, como camisetas, bonecos e os famosos canecos de chope, tanto de vidro quanto de alumínio, variando de preço entre R$ 35,00 e R$ 100,00, dependendo do material e do tamanho. Depois, entramos no primeiro pavilhão. Os shows são divididos em pavilhões, onde também se encontra alimentos e bebidas. O primeiro pavilhão que entramos tinha uma banda tocando, com coreografias que eram imitadas pelo público. Ali mesmo, já compramos os primeiros chopes. A variedade é enorme.

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Chope preto e chope de vinho. Foto: Amanda Macuglia

O mais barato é o Schin, por R$ 7,00. Depois vem o Pilsen por R$ 9,00, que é o chope mais conhecido e fácil de encontrar em qualquer choperia do Brasil. Porém, o mais interessante era o Especial por R$ 10,00, porque cada choperia tinha uma variedade de sabores. Nós provamos o de trigo, que tinha um sabor suave e pouco álcool, lembrando muito a cerveja. O preto, com gosto e aroma similar ao café, e o de vinho, que dos especiais é o mais consumido, por ser doce e suave, sendo assim, mais fácil de ingerir por muitas horas.

Assim como os chopes, as opções de comida também eram variadas. Do lado de fora dos pavilhões tem um local que remete a uma praça de alimentação. Dentre as barracas, optamos pela de batata recheada e o salsichão alemão. A batata custa R$ 22,00, mas é de um tamanho razoavelmente grande e muito bem recheada. A que provamos tinha bacon, calabresa, requeijão, provolone e batata palha. Bem-feita e muito saborosa. Nossa segunda opção foi comprada dentro do segundo pavilhão, pois não é vendida do lado de fora. Com um preço mais acessível de R$ 14,00, o salsichão consiste em um pão de cachorro quente, com um salsichão do sabor que você escolher, mostarda e molho de carne.

Após consumir alguns copos de chope e provar as comidas, nos preparamos para ir embora. O caminho de volta já não tinha placas como na vinda, e foi difícil encontrar a saída da cidade. As estradas estavam escuras e havia apenas um posto de gasolina aberto no caminho, o que foi um problema, porque após tanto beber, tudo que precisávamos era de um banheiro. Mas depois, a viagem seguiu tranquila, e chegamos em casa tão atrasados quanto saímos, com uma nova experiência para compartilhar com os outros.

 

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