Meio Ambiente

Cidasc busca conscientização no Dia Mundial de Combate à Raiva

Doença mata cinquenta mil pessoas todo ano, de acordo com a OMS

Texto: Sérgio Augustin e Gabriel Silva

Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Raiva, celebrado no dia 28 de setembro, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) conscientiza a população da importância da prevenção da raiva. A doença não tem cura mas pode ser prevenida com a vacinação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 50 mil pessoas morrem todo ano de raiva no mundo.

Considerada uma das zoonoses mais perigosas, a raiva é uma doença infecciosa que pode acometer todos os mamíferos, inclusive os seres humanos. O animal infectado elimina o vírus pela saliva. O presidente da Cidasc, Eroni Barbieri, orienta que não se deve colocar a mão na boca dos animais que estejam com dificuldade de locomoção ou salivação intensa. “Cães, gatos e animais silvestres transmite a doença pela mordida”, alerta.

Ascom Cidasc
(Arte: Ascom Cidasc)

“Nos seres humanos a doença ataca o Sistema Nervoso Central (cérebro), causando mudança de comportamento, paralisia e, por vezes, agressividade” afirma o gestor do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Cidasc, Sérgio Silva Borges. A raiva pode levar à morte.

Fique de olhos nos morcegos

De acordo com o médico veterinário e responsável pelo Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros (PCRH), Fábio de Carvalho Ferreira, os morcegos são transmissores da raiva e não se deve colocar a mão em um morcego mesmo que ele esteja imóvel e aparentemente morto. Ele pode estar doente e, ao ser tocado, morder, pois é assim que ele se defende.

Ferreira ressalta que as espécies de morcegos hematófagos e não hematófagos são protegidos por lei e seu manejo e controle caracteriza crime ambiental. “Somente profissionais capacitados, do Serviço Veterinário Oficial (SVO), podem intervir em colônias de morcegos em área de risco para a raiva, porque são capazes de diferenciar as espécies de morcegos em um abrigo”, salienta.

Nicole Barbieri Ascom Cidasc
(Foto: Nicole Barbieri/ Ascom Cidasc)
Morte por Raiva no Brasil

O Ministério da Saúde informa que, neste ano, o Brasil registrou três casos de mortes provocadas pela raiva. O último registro foi da comerciante Adriana Vicente da Silva, de Recife, que morreu em julho após ter sito atacada por um gato de rua. A vítima chegou a ser internada, mas não resistiu.

Prevenção

A vacina antirrábica canina é fornecida anualmente para todo o país para a realização da campanha de imunização de cães e gatos e segue uma programação estadual e municipal.   Já para os humanos as vacinas chegam aos estados uma vez ao mês. Porém, o Ministério da Saúde recomenda que as vacinas sejam administradas em caso de acidentes de pessoas com animais.

Em caso de acidente com um desses animais, procure um hospital ou posto de saúde mais próximo, relate o ocorrido e exija o tratamento adequado.

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