Economia

Assustado com as dívidas? Saiba como se livrar delas

Buscar alternativas à crise é essencial para manter a vida financeira organizada

Texto: Bruna Souza e Roberta Ribeiro

A estudante Ana Clara ainda não chegou na faixa etária de risco, mas fez parte da extensa lista de inadimplentes no Brasil. Aos dezoito anos ela conseguiu o primeiro emprego, e começou a ganhar um salário de mil reais. Empolgada com a sua independência financeira, começou a consumir cartões de crédito, principalmente em lojas de departamento e passou a comprometer toda a sua renda. Ao término do estágio ela estava sem salário e com uma dívida acumulada. Realidade que atinge quase 60 milhões de brasileiros, representando 39,3% da população.

De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o maior número de negativos é de consumidores entre 30 e 39 anos de idade. Adquirir produtos e serviços, não conseguir cumprir o compromisso de quitar a dívida e se tornar inadimplente. “No costume de comprar coisas baratinhas, não achava que gastava tanto dinheiro, mas percebi que comprava mais que o necessário e no final gastava mais que podia”. Sem salário, e com restrição de crédito, a saída foi entrar em contato com os credores e buscar uma negociação. Ana Clara resolveu parcelar as dívidas.

O coach e consultor financeiro Diego Santos sugere estipular um prazo para pagar a dívida e traçar um plano de ação, como organizar o tempo para conseguir uma renda extra. Para evitar entrar no vermelho, é importante criar métodos de controle. Diego explica que, no orçamento, existem três áreas principais que devem ser levadas em consideração: receitas, que correspondem a quanto você ganha por mês; despesas, que são quanto e onde se gasta dinheiro; e capacidade de poupar dinheiro, a diferença entre o que se fatura e o que se gasta.

Ana Clara vê o período de inadimplência como uma página virada em sua vida. “Quando você está metido em dívidas passa por momentos de aperto e se priva de muita coisa, mas também aprende uma grande lição e aprende a repensar o consumo”, admite ela. Ao contrário disto, o estudante de contabilidade Cristiano de Oliveira, avalia que independente do valor da remuneração é possível poupar o salário e ficar longe de dívidas. “O ideal seria comprometer no máximo 70% do salário, e 30% deveria ser guardado e acumulado na criação de um fundo de emergência”.

Aline Pereira da Silva, de 22 anos, acadêmica de administração, trabalha como vendedora de loja e optou por investir o dinheiro que tinha guardado em um negócio próprio que é flexível aos horários do trabalho.

 

Para Cristiano, a maioria das pessoas não se preocupa com o futuro e acaba gastando mais do que ganha. Investir em fundos de renda fixa e o tesouro direto são boas opções. Um plano de previdência adequado com o orçamento também. Quando se estiver habituado com esses investimentos mais simples, pode partir para algo mais complexo como ações da Bolsa de Valores. Outra forma interessante é se desfazer do bem ou serviço adquirido para eliminar a dívida. Considerando que, se a pessoa já está no vermelho e o parcelamento da dívida acarretará em juros, vender o bem ou cancelar o serviço seria a melhor opção até que a situação financeira se regularize e possa adquirir o bem novamente.

O coach Diego Santos sugere como principal forma de manter a vida financeira organizada buscar informações sobre o assunto com auxílio de livros como: “Vou te ensinar a ser rico”, de Ben Zruel que é hoje um dos palestrantes de maior sucesso nas áreas de administração e liberdade financeira, e “O caminho para a liberdade financeira”, de Bodo Schäfer que mostra técnicas para organizar a vida com dinheiro.

Além dos livros, também é possível ter acesso a conteúdos de vídeos no Youtube. Nathalia Arcuri é jornalista, especializada em finanças, e em seu canal fala sobre economia, investimentos e outros assuntos relacionados a finanças, com uma linguagem clara e muito bom humor.

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