Comportamento

Guarda Municipal de Balneário Camboriú realiza palestras sobre o uso do cerol

Entre os outros temas abordados estão o bullying, cyberbullying e brincadeiras perigosas

Texto: Caroline de Borba e Paula Dagostin
Foto: Divulgação SGS

Com a intenção de aproximar a comunidade escolar e a Guarda Municipal, a Ronda Escolar foi implantada em Balneário Camboriú. O serviço é realizado por guardas do município e dentre uma das atividades desenvolvidas está o projeto “Bullying: um mal que pode ser evitado”. A proposta foi desenvolvida pelo guarda municipal Adriano Ramílio, formado em Pedagogia.

As palestras discutem com os alunos sobre temas do cotidiano e sobre situações desagradáveis que certas brincadeiras podem causar, como por exemplo o uso do cerol nas pipas. “Esse trabalho propõe momentos de reflexão por parte dos alunos sobre suas ações e responsabilidade, bem como, contribui com a formação civil de nossos estudantes, por meio da educação, do respeito e do companheirismo”, explica Ramílio.

Com uma linguagem acessível, as palestras fazem os alunos refletirem sobre situações do dia a dia. “As palestras são muito bem recebidas, porque nas apresentações procuro fazer com que tanto as crianças quanto os adolescentes reflitam sobre as consequências causadas por meio de uma brincadeira inconsequente”.

Ao longo deste ano, só em Balneário Camboriú, foram registradas 70 orientações e cerca de 50 linhas com cerol foram apreendidas pelos guardas. Também conhecida como chilena, a linha com cerol já causou vários acidentes, alguns deles fatais, principalmente envolvendo motociclistas. “Trabalhamos na prevenção, então ao encontrarmos com crianças ou adolescentes brincando de pipa, realizamos a abordagem e fazemos a verificação do material. Caso constatado o uso do cerol, esse material é recolhido e quem está utilizando o cerol é orientado sobre os riscos”.

Ricardo de Oliveira - foto censurada
Ao constatar crianças brincando com pipa, os guardas realizam a abordagem e verificação do material utilizado. (Foto: Ricardo de Oliveira)

“A brincadeira só tem graça se eu conseguir cortar uma pipa no ar.” Para J.F.J de 11 anos, o cerol é essencial para a brincadeira e mesmo já tendo cortado os dedos e visto seu amigo levar cinco pontos, não tem medo. Segundo ele, mesmo sendo perigoso, o que importa é a diversão. Além disso, garante que deixa o cerol no ar e nas mãos, a linha normal. A mãe da criança alega que tem medo que acidentes possam acontecer e já alertou o filho sobre os perigos. “Já falei várias vezes, mas ele diz que sem cerol não tem graça brincar”.

A utilização de linhas com cerol é compreendida como crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, previsto no artigo 132 do Código Penal e pode chegar a um ano de detenção, caso não constituído crime mais grave. Assim como, a comercialização da linha chilena tem como pena a detenção máxima de cinco anos ou multa.

O trabalho da Guarda Municipal deve ser aliado com a educação em casa, pois os pais devem estar atentos com o que seus filhos fazem e repreender possíveis atitudes que podem gerar humilhações ou danos, tanto morais quanto físicos.  “Compete a família a obrigação e o dever de alertar, bem como orientar seus filhos sobre os perigos que envolvem o uso do cerol nas linhas de pipa e quais as consequências que essa brincadeira pode causar aos outros”, finaliza Ramílio.

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