Cidades

Site registra o número de mulheres agredidas no Brasil a cada minuto

Ferramenta contribui na campanha em comemoração aos 11 anos da Lei Maria da Penha

Texto: Sérgio Augustin e Gabriel Silva

O Instituto Maria da Penha, para comemorar os 11 anos da Lei 11.340/06 – chamada Lei Maria da Penha, lançou uma campanha para chamar a atenção para o número de violências contra a mulher no Brasil.  O site “Relógio da Violência” faz a contagem, minuto a minuto, do número de mulheres vítimas de agressão. No portal ainda são postadas informações sobre o que é a violência doméstica, como prevenir e combatê-la.

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Imagem retirada às 19h do dia 31 de agosto de 2017 (Foto: Reprodução site)

Essas ações são fundamentais para a conscientização das mulheres, pois alerta sobre o que é a violência doméstica, como caracteriza a advogada e professora do Curso de Direito da UNIVALI, Adriana Spengler, em entrevista ao Viva Voz, programa da Rádio Univali FM. “Infelizmente, as mulheres ainda acham que a violência doméstica se resume na agressão física. Então, é comum você ouvir dizer que mulheres não são vítimas de violência porque ainda não apanharam”.

De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Central de Atendimento à Mulher registrou, no ano passado, mais de um milhão de atendimentos. O número é 51% superior ao registrado em 2015. “Não são as agressões que vêm aumentando e sim as denúncias que agora vem sendo feitas. A partir do conhecimento sobre o tema, sobre o que é a lei e o que pode ser feito, a mulher está criando coragem de ir às delegacias, denunciando e buscando seus direitos”, destaca a advogada e representante da comissão da mulher da OAB de Itajaí, Jaqueline Cazaniga, também em entrevista ao Viva Voz.

Itajaí é reflexo dessa coragem

Itajaí é a cidade catarinense com maior índice de violência doméstica. Só este ano, mais de 500 ocorrências foram registradas – a média de dois atendimentos por dia. Apesar do dado alarmante, a Polícia Militar acredita que não há aumento nas agressões, mas as vítimas estão se sentindo mais seguras e motivadas a denunciar os casos. A cidade não conta com programas voltados ao tema.

Várias formas de agressão

Jaqueline Cazaniga explica que há vários tipos de violência doméstica: “a mais comum é a agressão física”. Porém, existem outros tipos:

Violência patrimonial – o aproveitamento e usurpação do patrimônio da mulher, quando o companheiro toma posse, manipulando e induzindo.

Violência sexual – o ato é feito sem consentimento da mulher.

Violência psicológica – xingamentos e maus tratos.

Violência moral – difamação da mulher.

Dica para as mulheres que estão passando por violência doméstica

Jacqueline sugere: “se encaminhar para a Delegacia da Mulher para conversar com a equipe especializada e realizar a denúncia. A partir dai, será direcionada ao CREAS do município, onde terá acesso à uma equipe que fornecerá apoio psicológico e jurídico. É importante que essas mulheres procurem apoio, amigas, participem de palestras e eventos. A OAB e o município de Itajaí estão sempre presentes para apoiar esse pessoal que precisa”.

Adriana completa: “A delegacia da mulher está bem completa hoje em dia, com uma equipe pronta para atendê-las. Elas podem se sentir seguras em ir à delegacia para as ocorrências”.


* Texto produzido a partir de informações veiculadas no programa Viva Voz do dia 17 de agosto de 2017.

 

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