Bem-Estar

Grávidas podem se exercitar, sim! Mas com orientação médica

Os exercícios físicos estimulam o sistema imunológico, ajudam a prevenir doenças, moderam o colesterol e evitam a obesidade. Além disso, melhoram a saúde mental e diminuem os riscos de uma pessoa entrar em depressão. 

Texto: Patrícia Barbosa e Samara Michele

Todos sabem os benefícios do exercício físico para a saúde. Controlar o peso, diminuir o risco de doenças cardiovasculares, fortalecer os ossos e músculos, aumentar a chance de viver mais, entre outros fatores. Mas, e para gestantes, futuras mamães, elas podem se exercitar sem risco? Esse é um mito para muitas mulheres que, ao descobrirem que estão grávidas, param de se exercitar por medo, falta de informação, precaução. Porém, as atividades físicas na gestação promovem firmeza, elasticidade muscular, força e resistência. Podem ajudar no esforço do parto e ainda colaboram para que seu corpo volte à forma normal depois que o bebê nascer.

De acordo com o preparador físico, Fernando de Oliveira, 35 anos, a prática de exercício na gestação gera maior controle no ganho de peso, já que essa é uma das maiores dores de cabeça das novas mamães. Entretanto, é preciso ter cuidados como fazer uma avaliação médica antes de iniciar os exercícios, usar roupas leves, beber bastante líquido e evitar temperaturas elevadas.

“É recomendado para gestantes fazer o exercício físico porque diminui desconfortos como dores nas costas, câimbras, fadiga, prisão de ventre e inchaço”.

Quando a mulher tem um bom condicionamento físico, é mais fácil dar continuidade aos exercícios do que quando se está sedentária. Para elas, é preciso ir devagar. Recomenda-se que a gestante comece as atividades a partir da 12º semana, ou seja, dos três meses em diante. Nessa etapa, todas podem dar seguimento até o parto, tendo cautela e consciência da intensidade.

A ginecologista, Silvia Maria Mattos, explica que algumas mulheres precisam ter mais cuidado ao fazer exercícios, caso a placenta esteja baixa, tenha pressão alta, doença pré-existente ou algum tipo de sangramento. “Geralmente essas mulheres não podem se exercitar com tanto vigor como as demais, mas isso não quer dizer que estão proibidas de fazer alguma atividade física”. A médica alerta que é aconselhável fazer uma caminhada, pilates e até mesmo uma hidroginástica, mas sempre com atenção ao ritmo e cautela para não se empolgar.

O período da gestação traz consigo alterações posturais, fisiológicas, psicológicas, sociais e causa incômodos, inquietação e, na maioria das vezes, desânimo. Diante da sociedade, recai sobre a mulher a responsabilidade de dar alimentação saudável para seu bebê. Com o exercício físico, aumenta a chance de uma reeducação alimentar, mantém a mobilidade e auxilia na formação de uma boa imagem corporal, aprimorando assim sua autoestima e qualidade de vida.

Cuidados

Nos três primeiros meses a atenção deve ser redobrada. O óvulo fecundado está se adaptando ao útero e os exercícios de impacto podem descolá-lo do ventre, gerando assim o aborto. Deve-se também evitar elevar demais a temperatura do corpo. Passado esse período, é preciso eliminar exercícios que sejam feitos no chão, de barriga pra cima, ou que a gestante fique em pé por muito tempo, os quais podem diminuir o fluxo de sangue para o bebê. As informações são da enfermeira no P.A. do São Vicente, em Itajaí, Aline Ferreira da Silva, 45 anos. Ela conta que já atendeu mulheres com suspeita de aborto devido a prática excessiva de exercício físico.

“Elas querem a todo custo ter um corpo perfeito e esquecem que estão carregando uma vida”.

E alerta que é necessário ter uma boa orientação e procurar um obstetra para que tire todas as dúvidas. Fazer exercício é aconselhável, faz bem para o corpo e a alma, no entanto é preciso ter cuidado com a intensidade.

Yoga

A professora de Yoga, Aline Varela, afirma que as grávidas precisam ter um cuidado especial na hora de praticar esse esporte. As restrições começam nos movimentos de contração do abdômen, comuns no Yoga. Não é necessário ter experiência com o esporte, mas o ideal é esperar ao menos três meses após o início da gestação para iniciar a prática, e pode seguir até o final. A professora alerta que um dos cuidados é interromper o exercício quando sentir algum desconforto.

Fotos: Estúdio Florescer Bem estar e Saúde

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Os movimentos são conhecidos como Ásanas, que ajudam na soltura do quadril e a alivia as dores nas costas, e os Pranayamas ligados a respiração, acalmando o medo e a ansiedade que toda gestante tem devido a aproximação do parto. Os exercícios funcionam como posturas psicofísicas, atuando no físico e emocional. As aulas têm o objetivo de controlar a respiração e trabalhar a atenção.

“Mas fora isso a gestação em si é um momento pleno de gerar uma nova vida, o Yoga só auxilia positivamente nesse processo já que trabalha acalmando esses hormônios e a vida nova que surge, estreitando a relação entre mãe e filho.”

Fisicamente, a gestante mantêm o corpo forte, flexível, capaz de enfrentar o peso extra, a hiperatividade dos hormônios e os distúrbios digestivos como azia e dor de cabeça.

O objetivo do Yoga é manter o praticante mais próximo de si, conhecer suas atitudes em determinadas situações. No caso das gestantes, a prática ajuda a perceber os instintos e estar conectada com um novo ser.

Confira abaixo a experiência com a prática do Yoga na gestação.

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