Arte e Cultura

Festival universitário abre portas ao mercado de trabalho

Saiba tudo sobre o Festival de Cinema Universitário Tainha Dourada 2017. O evento ocorreu nos dias 6 e 7 de junho, no campus da Univali.

Texto por: Kamila Dias, Alexsandra Souza e Suelen Oliveira.

Uma grande vitrine de trabalhos aos acadêmicos e à comunidade, assim como também a realização de palestras e oficinas resumem o Festival de Cinema Universitário Tainha Dourada 2017. Um evento que é idealizado dentro da disciplina de Eventos em Audiovisual, enquadrada na grade do último semestre do curso de Produção Audiovisual da Univali. Ou seja, é organizado por alunos matriculados na matéria, juntamente com a professora e coordenadora Denise Serafini Furtado. E tiveram os seguintes patrocinadores e apoiadores: Bovary Snooker Pub, Media Tools, Grupo Photos, Piticas e Mega Impressões.

É a sexta edição do festival, que mobiliza a comunidade acadêmica e envolve os alunos do curso em todo o seu processo. As apresentações ocorreram nos dias 6 e 7 de julho, no Auditório da Farmácia e nos setores C2 e C3 da Univali. As atrações foram divididas em mostras competitivas, palestras e oficinas. Foram mais de mil inscrições, e para acompanhar os curtas na mostra competitiva foram mais de cem.

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A programação trouxe os mais variados assuntos, de acordo com a perspectiva de diferentes profissionais ligados ao mercado da comunicação. As mostras de curta-metragem serviram como janela para os produtos realizados na conclusão do curso de Produção Audiovisual da Univali. Dentre os curtas, foi aberto um espaço também para produções universitárias de todo o Brasil, buscando uma identificação ou uma maior visibilidade aos produtores que estão se iniciando no mercado.

Eduardo Dallabrida participou da organização do evento deste ano. Ele conta que a finalidade do festival é “proporcionar novos conhecimentos, trazendo tanto pessoas de fora quanto de dentro da universidade integrando acadêmicos e profissionais de diferentes áreas”.

José Isaías Venera e André Soltau são professores na Univali e participaram da mesa redonda “Café Artístico: semiótica e filosofia na construção da arte”, na manhã da sexta-feira. O propósito foi fazer com que o público passasse por uma experiência estética de desautomatização entre sentidos e razão. Por isso, vendaram os olhos dos participantes para que no primeiro momento fossem afetados por uma música – Tango de Évora –, que começa com um instrumento e paulatinamente outros vão compondo a canção até a inserção da voz. Na sequência, André declamou o texto “Eu escolho meus amigos pela pupila”, de Oscar Wilde. Na terceira etapa fizeram a descrição de uma imagem. Somente depois que o público retirou a venda pôde ver a imagem. Ou seja, “nesta atividade queríamos evidenciar que há dois registros e que um não complementa o outro, eles são diferentes, o registro simbólico (da descrição de uma imagem) e o registro visual, imagético. A imagem que eles viram não será a mesma que eles tentaram formar a partir da descrição oral feita”, explica José Isaías Venera.

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Tamara Reinert e Priscilla Paese são produtoras audiovisuais formadas pela Univali, com experiência na área de projetos, produção e edição. Ambas minsitraram a palestra “Os desafios da produção independente”. O foco principal era levar a visão pós-formatura e dar um panorama da produção audiovisual da região.

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Ao falar sobre os resultados que o evento oferece, a egressa Tamara elogia, mostrando entusiasmo. “Você poder ver seu filme passando em uma sala com espectadores de fora e ver a reação de todos, é muito satisfatório”, revela. Ela completa: “sem dúvida nenhuma é a vitrine do curso, mostrar o que os alunos aprenderam e como o curso está formando profissionais muito bons”. Para o professor José Isaías, “a melhor forma de estudar é se envolver em projeto e encontrar desejo naquilo que se faz”.

A acadêmica de Publicidade e Propaganda da Univali, Daiane Caroline K. Fari acha importante ter esse tipo de evento nas universidades e mesmo que não é sobre o seu curso, enxerga relevância em prestigiar.

O evento teve a seguinte programação:

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A mostra competitiva foi realizada na quinta-feira, dia 6. Foram escolhidos cinco finalistas para cada categoria, que seriam decididas por júri popular e técnico. Para o júri popular (votação dos telespectadores durante o evento), foram separados: melhor ficção e documentário. E para o júri técnico foram separados em nove categorias: melhor ficção, melhor documentário, melhor hot short, melhor direção, melhor roteiro, melhor direção de fotografia, melhor montagem e melhor áudio. Na noite de quinta-feira ocorreu uma reunião entre os jurados e responsáveis, na coordenação do curso, para a escolha dos finalistas.

Neste ano, os jurados técnicos escolhidos foram: André Vailatti e Fábio Truci (professores de audiovisual), Maria Lua Ternes (egressa em 2015, premiada no evento em 2015 e em outros festivais) e Elaine Calovi (sócio-proprietária do Café Maestro Produções).

A noite da sexta-feira, dia 7, foi exclusiva para as premiações da mostra competitiva. Foram entregues troféus e kits pela professora e coordenadora do curso Denise Serafini Furtado e pelos jurados. Durante a cerimônia final do evento, estavam presentes os competidores, alunos de audiovisual e demais cursos, familiares e amigos dos participantes.

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Os vencedores de cada categoria foram:

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Douglas Lopes e Marlon Andrei Grosskpft produziram o trabalho de conclusão do curso neste semestre e participaram do festival. São os criadores do filme de drama “O azul do céu”, com duração de 0:31′, produzido em Tibagi, no interior do Paraná. Eles foram vencedores de cinco categorias da parte técnica e uma da parte popular. Marlon se sente satisfeito com o concurso e todo o festival por “ser o primeiro passo para o mercado de trabalho”, ele afirma. Seu parceiro do trabalho, Douglas , fala que o evento é interessante aos acadêmicos e que sua maior motivação é “sentir-se ser uma inspiração para os demais alunos”.

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Douglas Lopes e Marlon Andrei Grosskpft vencedores de seis categorias da mostra competitiva

Ao final do evento, os organizadores já confirmaram a próxima edição e convidaram o público para o Festival de Cinema Universitário Tainha Dourada 2018.

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Para mais informações sobre a sexta edição do festival ou a próxima edição:

Curta a página do Facebook: Tainha Dourada

Acesse o site: Tainha Dourada

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