Meio Ambiente

Animais marinhos na orla da praia: o que fazer e para quem pedir ajuda

Você já se deparou com este tipo de situação? O que você faria? Saiba o que fazer e o que não fazer em casos como esses.

Você já se deparou com este tipo de situação? O que você faria? Saiba o que fazer e o que não fazer em casos como esses. 

Texto por: Dienifer Mânica, Karine Amorim, Thais Lamin, Thayná Barretto.

O aparecimento de animais marinhos na orla da praia é mais comum do que se imagina. O último caso aconteceu no dia 28 de junho: um leão-marinho apareceu nas areias da Praia Vermelha, no município de Penha. E não foi a primeira vez que o mesmo animal havia deixado rastros pelos costões da região. Na semana do dia 21 de junho, ele ficou descansando durante três dias na Praia de Laranjeiras, em Balneário Camboriú e chegou a receber atendimento veterinário.

Em outubro do ano passado, 2016, um elefante-marinho de 500 quilos havia sido encontrado na Praia da Cigana, localizada em Laguna. O mesmo animal também já havia aparecido anteriormente, no mês de agosto, na cidade de Florianópolis. Porém, o caso mais famoso dos últimos tempos ocorreu em 2013, quando outro elefante-marinho decidiu atravessar uma faixa de pedestres da Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú. De acordo com o site de notícias G1, os moradores jogaram baldes de água em seu caminho, para facilitar sua volta ao mar.

 Nem todos os casos tiveram desfechos felizes. Em outubro de 2013, dois animais marinhos foram encontrados sem vida no mesmo dia em Balneário Camboriú: uma tartaruga na Praia Central e um pinguim na Praia do Buraco. Voltando ao ano de 2016, outras situações infelizes ganharam espaço na mídia: em fevereiro, uma baleia Jubarte ficou encalhada na famosa Praia do Rosa, em Imbituba. Logo após, em março, um banhista foi atacado na cabeça por um filhote de tubarão, na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú.

José Carlos Alves, 57 anos, e Pedro Elias Alves, 33 anos, trabalharam como pescadores durante muitos anos. Pai e filho já se depararam diversas vezes com tartarugas na beirada da praia, quando voltavam da pesca. Ambos sempre checavam se ela estava viva, depois pegavam o animal pela mão e levavam de volta para a água. “Uma vez nós encontramos uma tartaruga imóvel na faixa de areia. Quando chegamos perto, ela começou a se mexer. Antes disso chegamos até a pensar que já havia morrido. Mas parecia que estava um pouco fraca”, conta Seu Carlos. Seu primogênito Pedro continua a história, “então nós pegamos ela pelas mãos e a levamos para a água. Nesse momento, ela começou a bater as patinhas, como quem quisesse nadar. Parecia que tinha ficado feliz em rever a água. Então, a soltamos e ela seguiu seu rumo”. Para eles, essa foi a coisa certa a ser feita.

A Petrobras firmou contrato com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) com o objetivo de avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e mortos. É o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobrás de produção e escoamento de petróleo e gás natural do polo pré-sal da bacia de Santos, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O monitoramento se estende desde Laguna/SC até Ubatuba/SP e conta com a participação de várias entidades, como o projeto Baleia Franca, o projeto Tamar, a Universidade da Região de Joinville (Univille) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A base da Univali fica na Praia do Trapiche (localizada em Armação, na Penha/SC). Duas equipes se revezam para o atendimento das regiões norte e sul, que é feito de quadriciclo devido à extensão da praia. “A Univali, além de ser responsável pela coordenação e exaustão das atividades, ainda possui um centro de reabilitação onde os animais resgatados recebem os primeiros atendimentos”, ressalta a monitora do projeto, Eduarda Narye Coelho.

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E você, o que faria?

Agora, você já foi instruído sobre o que fazer. Porém, nós perguntamos a algumas pessoas que ainda não possuíam orientação como elas reagiriam diante de imprevistos como esse. Após suas respostas, todos foram informados sobre os procedimentos corretos. Confira o que cada um relatou:

“Eu iria tentar ajudar o animal marinho que eu tivesse encontrado. Não sei como, talvez iria procurar um número de telefone para ligar e eles efetuarem o resgate, mas não sei quem são os responsáveis por isso. Ibama? Corpo de Bombeiro? Também iria checar se ele estava vivo e se possuía condições de voltar para o mar”.

Douglas Tabosa, 27 anos

 

“Eu não entendo muito bem, mas eu iria procurar na internet o número de quem é responsável por essas situações e pediria o resgate. É isso que eu faria”.

Gabriella Fernandes, 18 anos

 

“Provavelmente eu chamaria algum salva-vidas que estivesse no lugar, para me auxiliar, e também tentaria ligar para algum resgate. Agora, qual resgate? Isso eu não sei dizer”.

Anna Julia Leduc, 17 anos

 

“Se ele estivesse vivo, e fosse leve, eu o colocaria para dentro do mar novamente. Se ele estivesse morto, provavelmente eu não faria nada, e continuaria caminhando normalmente”.

Matheus Vequi, 20 anos

“Eu tiraria uma selfie (risos). Brincadeiras à parte, eu ligaria para algum lugar que resgatasse. Não sei se é Ibama ou se tem que ligar para outro lugar. Realmente não sei”.

Maria Eduarda Ribeiro, 19 anos

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