Esportes

Perfil: um objeto praiano

Eles estão por todos os lugares e fazem parte das boas práticas esportivas e educativas da cidade

Texto: Any Costa

Nós somos vários, tantos que não sei te dizer ao certo o total. Estamos espalhados por vários locais. A gente faz parte das cidades e parques por todo o Brasil sempre levando alegria, sorrisos, desafios, disciplina e conquistas. Posso dizer por mim, que estou aqui em Balneário Camboriú desde que nasci, um pouco da minha experiência. Já tive areia molhada aos meus pés, assim como já tive água na altura, digamos, dos seus ombros. Tenho tantas histórias, algumas até de se duvidar da minha sanidade. Sanidade? Bom, vamos seguindo e depois explico.  

São tantas histórias que você não imagina, tantas pessoas já passaram por aqui e estiveram perto de mim. Inclusive, senti o toque de várias delas. Até famosos sabia? Agora que estamos nessa época de baixa temporada, meu contato com a galera cai um pouco, porém, tem aquelas pessoas fixas que não deixam de vir, mas elas só vem depois das 18h. Assim como estou aqui, também tem outros de mim por aí que estão sempre rodeados de pessoas.

Fotos: Any Costa

Bom, caro leitor, você já sabe que eu vivo na praia e que existem pessoas em meu entorno, que já passei por muitas coisas, mas imagino que ainda tem suas dúvidas de quem sou. Vamos seguindo e se permita imaginar as possibilidades. Outro dia o pessoal fez um Campeonato de Futebol de Areia aqui perto. Não pude participar, mas minhas colegas sim. Estavam lá presentes e fazendo o seu melhor. Acabei assistindo de longe, porém, como o campeonato aconteceu à noite e a iluminação é um pouco fraca, não pude ver muitas coisas, mas só de ouvir a galera vibrando com cada gol, foi uma emoção. Confesso que me deu uma invejinha das minhas colegas. Mas é que não sou boa com esse tipo de esporte, sabe? Sou mais do vôlei e futevôlei.

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Aproveitando o gancho das minhas colegas, já te disse que somos muitos e tenho histórias sobre um colega em especial para contar para você. Nós, na verdade, nunca nos vimos, vivemos muito distante um do outro, mas ele é muito falado e disputado. Digamos que ele vive na Classe A e eu na B do nosso tipo. Entende? Ele vive lá na altura da Rua 4500, na Barra Sul, e nossa, lá as pessoas vão a qualquer horário, não tem restrição. A Barra Sul é outro local que tem muitas histórias, mas, talvez eu não tenha conhecimento o suficiente para falar sobre, afinal, vivo bem distante de lá e nunca vi nada de perto. 

Já sabe quem sou? Posso dizer que uma das coisas que mais gosto de ver é a conquista de todos em minha volta. Seja vencendo um campeonato, seja conseguindo fazer um ponto difícil. A persistência de algumas pessoas me surpreende. Tem algumas que vem aqui diariamente, inverno e verão, para treinar e chegar no que acreditam ser a perfeição. Tem umas que passam por mim despercebidas, mas tem umas que acabam se apoiando em mim, seja para se alongar ou até mesmo descansar. Quem sou? Eu sou o palanque de madeira que fica na rua 1001.

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