Tecnologia

O WhatsApp caiu. E agora?

Ferramenta é utilizada para assuntos do dia a dia, inclusive por empresas. Outros aplicativos, menos conhecidos, podem substituir o famoso ícone verde, quando este estiver fora do ar.

Texto: Elyson Gums e Rodrigo Rodrigues

O WhatsApp está tão presente no cotidiano dos brasileiros que tem noivado que termina por meio do aplicativo. Foi o caso do Cris*, que saiu para o pagode com um grupo de amigos e terminou levando um tapa no pescoço dentro do Uber. A então noiva viu de relance as conversas indecentes no grupo com os amigos e soltou aquela:

– Quem é Jéssica?

Foi também pelo WhatsApp que ele tentou remediar um pouco a situação. Ficou enchendo o grupo de mensagens, pedindo para a rapaziada mudar de assunto. Não deu certo e o casamento, que ia acontecer em três meses, foi cancelado. O término (e a marca vermelha no pescoço) não foram culpa do WhatsApp, mas o aplicativo foi importante para essa história de desilusão amorosa.

A maior prova de que o app é essencial na vida dos brasileiros é justamente a quantidade de histórias curiosas que acontecem todos os dias. Provavelmente não dá nem para contar, já que são dezenas de bilhões de mensagens trocadas diariamente. Outras concorrentes à abertura da matéria foram a história do Eduardo*, que foi adicionado ao grupo de família errado e está há meses dando bom dia a um grupo de estranhos de outro estado; e a da Simone*, que presenciou uma briga por causa do roubo de uma galinha da angola – e terminou com uma selfie do ladrão com a ave.

Cris*, Eduardo* e Simone* fazem parte do bilhão de pessoas que usam o aplicativo ao redor do mundo. O Brasil é o segundo país que mais usa o programa, com 76% dos usuários de internet móvel cadastrados no serviço. O serviço foi responsável por 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2015. Mesmo sendo gratuito, foram cerca de 12 a 28 bilhões de dólares gastos.

Divulgação

A facilidade e quase onipresença do programa de mensagens também transformou relações de trabalho. O restaurante Giovanna, por exemplo, usa a ferramenta diariamente. Toda manhã, envia uma mensagem de bom dia com alguns emojis e o cardápio do dia. Também é por lá que são marcadas as encomendas de marmitas.

As alternativas

O WhatsApp é preferência desde pelo menos 2015. Naquele ano, foi o aplicativo mais usado por brasileiros, instalado em 93% dos celulares, de acordo com dados do Conecta Express. Existem outros aplicativos que prestam serviço semelhante, mas por alguma razão eles não caem tanto no gosto dos usuários quanto o ícone verde do telefone. O segundo colocado é o Messenger, aplicativo de mensagens vinculado ao Facebook.

O Telegram é apontado como terceiro lugar no gosto do público, mas corre por fora. Ele se tornou mais conhecido no Brasil quando apareceu como alternativa para uma das quedas do WhatsApp mediante ações judiciais, em 2016.

O jornalista André Schlindwein prefere o Telegram, pela maior personalização – como os stickers. “Mas nem adianta muito ter o aplicativo instalado se todo mundo usa o Whatsapp”, lamenta.

Outras opções são o Signal, que se difere dos demais pelo esquema complexo de criptografia de mensagens e privacidade, e o Google Allo, recentemente lançado pela Google. Todas essas opções surgiram para suprir a carência do ultrapassado serviço de mensagens instantâneas (SMS), que não seguiu o ritmo de evolução dos celulares e smartphones.

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