Tecnologia

Consumo via streaming cresce no Brasil

Experiência só não é melhor aproveitada por conta da qualidade da internet brasileira. Pesquisa da Netflix colocou o Brasil entre as 10 piores conexões do mundo 

Texto: Rodrigo Rodrigues e Elyson Gums

Ficar em frente à telinha e assistir às produções preferidas via streaming é mais comum do que parece. Até porque o consumo dessa plataforma cresceu 52% em 2016 em comparação a 2015, segundo pesquisa da IFPI, sigla em inglês para Federação Internacional da Indústria Fonográfica. No entanto, a qualidade da internet brasileira é a grande inimiga. Um estudo da Netflix, de 2016, colocou o Brasil entre as 10 piores conexões do planeta, com apenas 2,57 megabits por segundo, onde a Coréia do Sul lidera com 29 mbps.

Há diversas opções para assistir ou ouvir um conteúdo via streaming. Os canais fechados, por meio das operadoras de TVs, disponibilizam a seus clientes a plataforma online, com conteúdos ao vivo ou on demand. Este último se refere a programas gravados que o internauta pode assistir quando quiser.  Futebol é a atração mais cara do canal fechado e também a mais polêmica. Rafael Gonçalves é torcedor do Botafogo. O jovem de 24 anos não consegue ver os jogos do clube do coração porque não tem o Premiere, pacote de partidas cobradas além da mensalidade habitual das operadoras. “Minha alternativa então é assistir por link pirata, mas estaria disposto a pagar para poder assistir aos jogos, se os preços não fossem tão abusivos”, critica.

Canais segmentados colocam na internet todos os programas na íntegra (Foto: Reprodução)

No Brasil, canais abertos ainda não disponibilizam programas ao vivo via streaming. Porém, isso não é problema para Leonardo Costa, que não se atrai por tal programação. “Há alguns anos que eu não assisto mais TV aberta. Não tem nada atrativo para mim. Quando quero ler  noticias vou em portais. Séries e filmes assisto via streaming ou faço download. Acompanho séries conforme a exibição no país de origem e raramente assisto todos os episódios de uma vez, como é comum no Netflix”, explica.

Mesmo sem a audiência de Leonardo, três emissoras de TV aberta vão produzir uma espécie de Netflix brasileira. SBT, Record e Rede TV! passarão a disponibilizar programações agrupadas na internet. As ações serão coordenadas pela empresa Simba, representante das três emissoras.

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