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Cultura é opção de lazer no inverno de Itajaí

Temperaturas baixas afugentam as pessoas das praias e parques.  Solução para sair do tédio é descobrir os espaços culturais que há na cidade

Texto: Elyson Gums e Rodrigo Rodrigues

O município de Itajaí é conhecido pelas belas praias e a natureza vasta. Entretanto, não é muito comum ver as praias lotadas nesta época do ano, por conta logicamente das baixas temperaturas. Engana-se, aliás, quem pensa que a cidade portuária tem apenas as belezas naturais como forma de lazer. Eventos e espaços culturais, em sua maioria gratuitos, são marcas do município peixeiro.

Um destes exemplos é o Teatro Municipal de Itajaí. O espaço, localizado na Rua Gregório Chaves, 111, Fazenda, foi inaugurado em 2004, há 13 anos. Por mais que seja um lugar municipal, a casa de espetáculo não se limita a apresentar atrações locais. Fábio Rabin, humorista e um dos integrantes do programa Pânico no Rádio, da Jovem Pan de São Paulo, se apresentou no teatro no fim do mês de junho, por exemplo. Por conta do teatro, Itajaí encontra-se no circuito nacional de espetáculos, assim como Florianópolis, Blumenau e Joinville, as principais cidades do Estado de Santa Catarina. Clique aqui e veja a agenda completa.

Segundo a diretora do teatro, Lúcia Mendes, além do público que prestigia conteúdos de qualidade, os próprios artista também se beneficiam com o espaço cultural. “O Teatro Municipal de Itajaí oferece aos munícipes a oportunidade de assistirem excelentes espetáculos  que vem em tournée pelo país, como também oportuniza a divulgação e contemplação de artistas locais. Inúmeros produtores contemplam a comunidade, reduzindo o valor do ingresso, propiciando a ação solidária, através de campanhas de alimento e de agasalhos, que são distribuídos às Entidades Assistenciais do município”, explica.

O Teatro Municipal de Itajaí tem capacidade para receber 515 pessoas. Deste espaço, são 505 poltronas, além de 10 cadeirantes. O palco possui largura de nove metros, profundidade de 10 e seis metros de altura.

“Gosto do teatro pela diversidade de atrações que o local proporciona. Tem apresentações infantis, comédia, drama e até musical. Quando a entrada não é gratuita, geralmente os preços são bem razoáveis, sem falar que tem a disponibilidade da meia-entrada”, argumenta Gabriela Gladzik, contadora e espectadora assídua das peças.

Museu Histórico

O Museu Histórico de Itajaí é situado na Rua Hercílio Luz, 681 – Centro, no prédio de quase cem anos do Palácio Marcos Konder. Reinaugurado em dezembro de 2016, após ficar três anos em reformas, o espaço é um dos patrimônios mais importantes da cidade. Após as intervenções, tecnologias de luminotécnica, vídeo e áudio foram implementadas no museu. O lugar fica aberto de segunda a sexta-feira, das 13h até as 19h, com entrada gratuita para a população.

Museu Histórico de Itajaí foi reaberto ao público (Victor Schneider / Fundação Cultural)
Museu Histórico de Itajaí foi reaberto ao público (Victor Schneider / Fundação Cultural)

O museu mescla a função histórica com a adaptação de inovação, com salas temáticas e assuntos diversos, como os primeiros humanos a chegar no Vale do Itajaí, por exemplo. Outros temas como espaço marítimo, arquitetura e a religiosidade, são abordados pelo espaço.

“Sempre quando trazemos as crianças para cá elas adoram. É muito saudável, além de agregar conhecimento para os nossos pequenos. Pode ser clichê, mas a frase que devemos conhecer nosso passado, para que possamos entender nosso presente, faz todo o sentido”, diz a professora Karine Machado.

Etno-arqueológico

Além do Museu Histórico, a cidade de Itajaí ainda disponibiliza à população o Museu Etno-Arqueológico. Instalado na antiga estação ferroviária Engenheiro Vereza, situada na Av. Itaipava, 4137 – Itaipava, a unidade foi inaugurada em 2010.

Museu Etno-arqueológico de Itajaí (Divulgação)
Museu Etno-arqueológico de Itajaí (Divulgação)

Quem foi ao Museu da Itaipava poderá visualizar um acervo arqueológico formado por centenas de quilos como ossada animal, artefatos de pedra, conchas, pontas de flechas, esqueletos humanos, além de ossos como machados.

“Me atrai muito poder conhecer um pouco mais da nossa região. Confesso que não é comum nos programarmos pra irmos nestes lugares. Normalmente a galera se reúne para ir à praia, no mole da Atalaia, mas espaços culturais têm que ser mais lembrados por todos nós”, conta a servidora municipal, Necy Rodrigues.

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