Tecnologia

Os desafios de quem produz conteúdo para dispositivos móveis

Acessos mobile já são maiores que desktops, segundo IBGE. Autores explicam como lidar com as novas exigências

Texto: Elyson Gums e Rodrigo Rodrigues

Mesmo que a internet móvel do Brasil seja contestada por usuários e considerada precária, se comparada com países mais desenvolvidos, o acesso mobile a sites e redes sociais cresce consideravelmente e já é maior que o acesso com computadores de mesa. Os dados de 2015 do suplemento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontam que 92,1% do acesso à rede são de aparelhos mobile. Os números, que são referentes a 2015, aumentaram 11,7 pontos percentuais em comparação ao ano anterior.

Se nos aparelhos móveis os acessos só crescem, a conexão domiciliar com microcomputadores, os desktops, despencou pela primeira vez no Brasil. A mesma pesquisa diz que o número de domicílios com acesso à rede despencou de 28,2 milhões para 27,5 milhões, ou 76,6% para 70,1%. Levando em conta os anos de 2015 para 2014.

Reprodução de acesso no desktop e aplicativo (Foto: Elyson Gums)

O site QStage, que fala de cultura pop, também nota esse comportamento entre os seus visitantes. No mês de abril, mais da metade dos acessos veio de dispositivos móveis. 54% das sessões aconteceram por meio de celulares e 2% por tablets. Os acessos por notebooks e computadores de mesa correspondem aos 44% restantes.

Acessos do mês de abril do site Qstage (Foto: Reprodução)

“As pessoas estão 24h conectadas e o maior desafio é produzir conteúdo de qualidade, mas de forma instantânea aos fatos. No entanto, não creio que dar a notícia e colocar o ‘em breve o conteúdo completo’ seja uma forma correta de lidar com o internauta. A notícia é muito importante, a qualidade propriamente dita e não apenas o fato de noticiar primeiro”, diz Victor Hugo Lessa, colaborador do site, pontuando a importância de produzir conteúdo diferenciado para atender às demandas desse tipo de usuário.

Entre as abordagens para produtores de conteúdo se adaptarem ao meio online, estão os sites responsivos – é o caso do QStage. Isso significa que ao abrir o site em uma plataforma móvel, o layout é automaticamente adaptado para o tamanho da tela do usuário e aparece da melhor forma possível. O próprio WordPress, plataforma do site, oferece essa funcionalidade.

Também é possível configurar manualmente, mas é mais trabalhoso. “O sistema expansivo nada mais é que um layout automatizado ao dispositivo que usuário acessa. Ao entrar por mobiles, a ferramenta direciona para aquela experiência visual, sem que o autor tenha que configurar. Na forma manual, é muito melhor aceita pelos internautas, mas apenas grandes grupos têm tal recurso de contratar um profissional deste porte”, comenta o colaborador Lorenzo Piovan.

Outro modelo comum no mercado são os sites mobile. São diferentes dos sites responsivos porque são literalmente uma segunda versão do site, feita especificamente para uso em celulares e tablets. Por serem voltados especificamente para celulares e tablets, estes sites oferecem maior interatividade com o usuário mobile, mas geram custos duplicados. Uma terceira estratégia de produção de conteúdo na rede são os aplicativos de empresas. Grandes empresas de comunicação, como o grupo Globo e o Estado de S. Paulo têm aplicativos para estreitar a relação cliente-empresa e fidelizar os usuários. Os planos são de um aplicativo próprio do QStage em breve.

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