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O rebaixamento do Almirante Barroso na visão dos torcedores

Barrosistas aguardaram quatro décadas e meia para ver o time de volta aos gramados profissionais e ficaram tristes com o rebaixamento para a segunda divisão do futebol catarinense

Texto: Bernardo Marucco, Lucas Filus e Erickson Stocker

Imagens: Assessoria de Imprensa CNAB/Cristielle Pereira e Leandro Romano

O sonho do Clube Náutico Almirante Barroso na primeira divisão do futebol catarinense durou pouco. Depois de ficar 46 anos afastado do futebol profissional, o clube itajaiense formou uma parceria com o time Litoral e voltou aos gramados na segunda divisão. Dominou a competição e subiu para a Série A em 2016, junto com o Tubarão. Mas, ao contrário da equipe do sul de Santa Catarina, o Almirante fez um Catarinão muito irregular este ano e foi rebaixado.

Com a queda, o time profissional do alviverde só volta aos gramados na segunda metade de 2018. Para o torcedor Alex Custódio, que também é fã do Figueirense, o Almirante se preparou muito mal para a elite. “Quiseram fazer um bom campeonato com a mesma base que venceu a Série B e não deu certo. Era visível que o time precisava de reforços, mas a diretoria percebeu isso tarde demais”, falou o jovem itajaiense de 23 anos. Leco, como é conhecido pelos amigos, esclarece que torce pelo Barroso em homenagem ao avô. “Meu time do coração mesmo é o Figueira, mas simpatizo com o Barrosão e fui em sete jogos do estadual aqui em Itajaí.”

A opinião de Alex também é compartilhada pelo experiente Gerson da Cruz, de 65 anos. Ele frequentou o Camilo Mussi entre os anos de 1960 e 1970 e voltou ao estádio para apoiar o time em 2016 e 2017. “Foi bem bacana acompanhar o retorno do meu alviverde, mas devo admitir que faltou muita qualidade pra gente ficar na Série A. E apesar de grande parte da torcida gostar do Safira (camisa 10 e meia do time), eu não aprovo ele. Muito irregular, tem jogos que ele some”, declarou Gerson.

Anderson Safira ficou entre os cinco melhores jogadores do Campeonato Catarinense da Série A, segundo a votação do prêmio Top da Bola. Para a torcedora Marjorie Oliveira, ele mereceu a indicação. “O Safira jogou muita bola. Foi o nosso melhor jogador, disparado. Pena que os companheiros não ajudaram muito ele,” disse ela, que viu de perto a queda barrosista para a Série B. Ela estava nas arquibancadas do estádio Camilo Mussi quando o árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira deu o apito final da partida entre Barroso e Tubarão. Mesmo com a vitória por 2 a 1, o Almirante itajaiense foi rebaixado graças ao resultado positivo do Internacional de Lages.

Motivos da queda

Apesar de apresentar um modelo de gestão diferenciado e muito mais organizado que os novos clubes catarinenses, o Almirante Barroso obteve resultados ruins dentro de campo na primeira divisão. Em casa, a melhor partida foi diante do Figueirense, no dia 9 de fevereiro, goleada por 4 a 2 e festa da torcida no Camilão com a vitória em cima de um dos maiores times de Santa Catarina.

Nos camarotes daquela partida, o diretor Neto Custódio acompanhava o time e não imaginava que, pouco mais de dois meses depois, o grupo estivesse rebaixado. “O futebol é realmente surpreendente. Nós fizemos de tudo para permanecer na elite, mas tivemos grandes dificuldades em vencer as partidas, principalmente fora de casa”, falou o cartola itajaiense.

Entre as grandes contratações barrosistas para o ano, três nomes criaram grande expectativa. Ex-Marcílio Dias, o atacante Schwenck defendeu o maior rival dos marcilistas na primeira divisão e não agradou o torcedor alviverde. Foram apenas cinco gols marcados e, apesar de fechar o campeonato como artilheiro do time, teve um rendimento muito questionado e foi reserva por grande parte da competição.

Descendo para o setor de meio-campo, o volante Rosinei chegou no meio do campeonato. Com passagens de destaque por Corinthians e Atlético Mineiro, ele deu mais qualidade ao meio barrosista. Em seu melhor momento, acertou chute de fora da área e marcou um golaço diante da Chapecoense, no Camilo Mussi, em derrota alviverde por 3 a 2. Ao contrário de Schwenck, Rosinei saiu do Catarinão elogiado pela massa barrosista.

No entanto, o grande destaque foi o lateral direito Nei. Após começar um pouco mal na competição, o campeão mundial com o Internacional em 2007 cresceu de produção nas rodadas seguintes e foi extremamente querido pelos torcedores no Camilo Mussi, que vai demorar para vibrar novamente com o alviverde. Agora, o estádio só volta a receber partidas do Almirante Barroso em junho de 2018.

CNAB 4
Em Itajaí, o Barroso saiu na frente da Chape, mas tomou a virada por 3 a 2. Esse foi o último grande jogo do Almirante na sua casa, em 2017.

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