Comportamento

Quem é você no zodíaco?

Para muitas pessoas entender o que dizem os astros sobre sua vida é fundamental e funcional como uma forma de terapia e ferramenta para o autoconhecimento

Para muitas pessoas, entender o que dizem os astros sobre sua vida é fundamental e funciona como uma forma de terapia e ferramenta para o autoconhecimento

Texto: Alexsandra Souza; Kamila Dias; Suelen Oliveira

Quem nunca ouviu que geminianos são comunicativos e mudam o tempo todo? Ou que aquarianos vivem com a cabeça na lua e o pé no futuro? Ainda tem os arianos, as feras do zodíaco, os que não levam desaforo pra casa e possuem o lema “se me atacar, eu vou atacar”? Para cada signo do zodíaco há uma característica, uma definição.

Para muitas pessoas, astrologia não é uma brincadeira, é uma ciência que envolve planetas, lua e matemática, na qual é possível conhecer a perceber traços de  uma pessoa e até mesmo entender porque ela age daquela forma ou atrai determinadas pessoas. Mas a professora de radiojonalismo da UNIVALI, e uma estudiosa de astrologia, Liza Lopes Côrrea explica que astrologia vai muito além de horóscopo que sai todos os dias no jornal e que as pessoas não estão determinadas a fazer algo ou ser algo por pertencerem a um signo em específico. Sempre haverá o livre arbítrio. 

Felipe Betim e Fran Tajai, integrantes da página Café com Astrologia, explicam que essa ciência é praticada há milhares de anos. Muitos reis tinham astrólogos que lhe diziam como seriam suas vidas, a de seus herdeiros e se ganhariam as guerras ou se conquistariam as terras. Mas com o advento da tecnologia, a astrologia se tornou acessível para muitas pessoas. Diversos sites, blogs e páginas ajudam as pessoas a lerem mapas, conhecer os signos, suas características e suas combinações.

Cada vez mais pessoas estão se interessando, comentando e levando a sério os seus signos, mapas e até mesmo os signos de quem pretende se relacionar. Fran e Felipe acreditam que “a diferença é que antes era uma ciência mais hermética, ou seja, poucos a praticavam, e hoje qualquer pessoa (qualquer pessoa mesmo) pode ter acesso a ela. Com a tecnologia, internet e tals, ela acabou tomando muito mais força, com diversas páginas como a nossa fazendo memes sobre cada um dos signos, previsões, etc.” 

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A internet também permitiu a criação de comunidades que unem pessoas do mesmo signo, que acabam trocando experiências. Tanto Felipe quanto Fran acreditam que o fato de muitas pessoas estarem ligadas com os signos é porque todos nós temos um desejo íntimo de nos conhecer e, principalmente, de conhecer os outros. É mais fácil lidar (ou criticar!) com alguém quando a gente sabe que uma pessoa é de Gêmeos, por exemplo, e adora se comunicar, falar e estudar sobre tudo, sem falar dos relacionamentos! Sério, muitas pessoas usam a Astrologia pra se relacionar ou não com alguém. E como uma leitura mais aprofundada dos signos é bem pontual sobre a pessoa, acaba cativando muito qualquer um!”.

Em uma pesquisa realizada nas redes sociais em que 361 pessoas responderam se acreditam ou não em signos, 316 responderam que sim, acreditam. A maioria das pessoas acredita que a posição dos astros no seu nascimento ou ao longo dos dias e anos interfere de algum modo na forma como elas se comportam, escolhem e vivem.  A maioria das pessoas que respondeu a essa pesquisa sentiu uma necessidade de buscar esse autoconhecimento e de alguma forma se entender, por isso muitas já fizeram o seu mapa astral.

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O autoconhecimento que a astrologia pode proporcionar é o que realmente encanta Liza. Ela explica que muitos psicólogos usam essa ciência como um dos seus métodos, e essa é a astrologia que se importa mais com que a pessoa é, não com que ela irá ser. Ela cita uma frase de Edgar Cayse, um importante astrólogo norte-americano, que traduz bem sua relação com a astrologia “os astros tendem, mas não definem nada”. Você pode ser um virginiano com tendências ao perfeccionismo, ou um libriano com predisposição a indecisão, mas só essas características não te definem e não devem limitar ninguém.

Maria Cláudia Diniz, uma ariana de 23 anos, diz que a astrologia é a sua psicologia, uma ferramenta que usa para se entender. Para ela é uma autoanálise diária. Maria Cláudia sempre foi ligada a assuntos esotéricos e aumentou o interesse depois que fez o mapa astral e viu o quanto aquilo lhe definia. Desde então tem estudado cada vez mais e já faz até os mapas astrais de alguns amigos.

Entendo os signos, casas e planetas

O zodíaco é composto por doze signos: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

Os signos estão ligados aos quatro elementos da natureza: Água, ar, terra e fogo

E são regidos por planetas e a posição desse planeta na hora do nascimento de uma pessoa pode fornecer alguns traços de sua personalidade.

Ainda tem as casas e cada casa tem relação com um aspecto da vida.

Tudo isso junto forma um mapa astral, algo único, assim como a pessoa que o possui

No link abaixo, Carol Vaz, do canal Papo Astral, explica sobre casas astrológicas para que seja mais fácil entender como funciona o mapa astral

Signos e relacionamentos

Atire a primeira pedra quem não tem aquela amiga ou amigo que é o louco do zodíaco e quer saber se combina ou não com o crush. Aquela pessoa que arruma mil e uma maneiras de saber o dia e hora do nascimento do mozão.  Tem gente que prefere cortar relações se a pessoa for de um signo que ela considere muito ruim, por exemplo ter Vênus ou o Sol em gêmeos ou aquário, porque são considerados signos que pegam e não se apegam. 

pergunta

relacionar

Crer ou não crer em signos? Eis a questão

Alguns não acreditam que estrelas, planetas e constelações que estão a anos luz da terra possam influenciar na nossa vida ou na personalidade e relacionamentos. Para algumas pessoas que responderam a pesquisa, os signos são mais fé do que ciência. Outros acham que somos frutos das escolhas que fazemos ao longo da nossa vida. Há os que negam a eficácia da astrologia através de teorias psicológicas, como a de John Locke, em que a personalidade é uma “folha em branco” e o indivíduo vai moldando conforme as experiências vivenciadas.

Acreditando ou não em signos, as pessoas estão sempre em busca de autoconhecimento, buscando se entender e tentando achar o seu lugar no mundo, pertencendo a algo maior e que permita achar justificativas para suas ações, além de talvez encontrar ferramentas que ajudem a tornar a vida mais fácil.

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