Comportamento

Que tal se transformar no seu personagem favorito?

A paixão pelo cosplay conquistou o mundo, mas foi no Japão que essa expressão cultural se popularizou, principalmente em convenções de mangás, animes e videogames

A paixão pelo cosplay conquistou o mundo, mas foi no Japão que essa expressão cultural se popularizou, principalmente em convenções de mangás, animes e videogames.

Texto: Aline Dall’ Igna, Geraldo Genovez, Pâmela Simas Fogaça

Vestimentas, maquiagem, acessórios e talento. Tudo isso para trazer um personagem de livros, séries, mangás, jogos ou filmes, o mais próximo do real, homenageando-o com um cosplay. O termo ‘cosplay’ vem do inglês, formado pela junção das palavras costume (fantasia) e roleplay (interpretação). Muito mais que um hábito, é uma tradição que se espalhou pelo mundo. As pessoas se transformam em seus personagens preferidos para ir a eventos e concursos que permitem revelar talentos de nível profissional.  Atualmente, no Brasil, existem cosplays de todas as mídias, entre eles os personagens de história em quadrinhos e até da internet.

A paixão pelo cosplay conquistou o mundo, mas foi no Japão que essa expressão cultural se popularizou, principalmente em convenções de mangás, animes e videogames. Existem várias maneiras de fazer cosplay, uma delas são os chamados otaku, fãs de anime e mangás, desde que seja relacionado à cultura japonesa. “Desde criança gostava de animes como Pokémon, SakuraCardcaptor e Dragon Ball. Conforme fui crescendo nunca deixei de gostar desses e fui descobrindo que existia todo esse universo”, conta Paulo Henrique Testoni, 24.  Ele já fez em média 15 cosplays, entre eles os dois mais conhecidos são o TK de Digimon; e Fred e George Weasley (Harry Potter) que fez com seu irmão gêmeo.

O segredo para fazer um bom cosplay é se identificar com o personagem de alguma maneira, seja na personalidade, aparência ou alguma característica específica. Contudo, também são necessários alguns estudos básicos sobre o personagem. “Eu sempre tento observar todas as características possíveis que estão disponíveis, desde físicas até a personalidade, tanto na obra de origem como em entrevistas com o autor”, conta Testoni.

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A confecção das vestimentas varia muito de pessoa para pessoa. Alguns preferem customizar e fazer cada detalhe do seu cosplay, outros mandam fazer. Mas tem também os que já compram pronto. Segundo Adriana Büchele, 26, mesmo que seja comprado, ou mandado fazer, ela sempre dá um toque final nas vestimentas. Em uma conta rápida feita durante a entrevista, Adriana já fez aproximadamente 30 ou mais cosplays para competições. “Hoje é mais comum eu mandar fazer a parte de costura. Fico mais com a produção dos acessórios, pintura do cosplay, customização das perucas e produção dos sapatos”, comenta Büchele. Testoni também prefere mandar fazer as roupas. “Você consegue encontrar para vender os personagens mais famosos, mas não é tão recomendado porque nem sempre fica bom no corpo”, comenta Paulo. O custo para fazer um cosplay pode variar entre 170 a três mil reais.

Uma atividade que pode divertir qualquer público, sejam crianças, adolescentes e adultos, independente do sexo e condição social. “Comecei a gostar de cosplay antes de saber o que era cosplay”, diz Adriana, aos risos. Aos dez anos iniciou o curso de teatro, mas antes disso já havia um interesse em se caracterizar e imitar personagens dos desenhos prediletos. Entre várias áreas que o cosplay atinge, Adriana já fez cosplay de Disney, jogos, personagens de quadrinhos, animações, filmes e séries. Agora, ela está com um novo projeto, um cosplay de anime. “É um projeto em dupla de um filme de anime. Minha dupla vai fazer o protagonista, Inuyasha; e eu vou fazer a vilã principal, Kaguya”.

E foi no meio deste universo de fantasias que Adriana decidiu levar este hobby mais a sério. “A culpa foi de Frozen”, diz ela com o sorriso no rosto. Quando o filme foi lançado em 2013 ela decidiu fazer o cosplay da personagem Elsa para tentar a vaga em uma competição. Durante o processo do concurso, Adriana conheceu uma menina, e devido à demanda que o filme causou, chamaram ambas para ficar em uma loja de brinquedos, e, por consequência, chamaram também para irem a uma festa infantil. Atualmente, Adriana Büchel trabalha com representação de personagens vivos em festas infantis e eventos.

Ouça a história de Paulo Henrique Testoni, um dos apaixonados pela cultura cosplay: o AniVenture é um evento multitemático de cultura Pop Japonesa. Desde 2007 oferece dois dias com muita arte, cultura, informação e diversão com presença de artistas convidados, concursos, apresentações, palestras, workshops, shows, exposições, jogos, feira de produtos, exibições de séries, desafios e muito mais atividades saudáveis para todas as idades!

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Créditos: Divulgação.

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