Esportes

Falta de manutenção e profissionais dificulta uso de academias de rua

Com aparelhos enferrujados ou estragados e a ausência de instruções corretas sobre o uso dos equipamentos, usar as academias publicas pode ser um risco a saúde

Com aparelhos enferrujados ou estragados e a ausência de instruções corretas sobre o uso dos equipamentos, usar as academias ao ar livre pode ser um risco à saúde

Texto: Kerolaine Rinaldi, Helena Moreira, Elyson Gums e Rodrigo Rodrigues

Quem passa pelas academias de rua localizadas no Calçadão da Praia em Itapema quase sempre consegue encontrar Dona Maria Terezinha Belegante utilizando os aparelhos para se exercitar. A idosa, moradora da cidade, sempre que pode vai até a academia fazer sua atividade física diária usando a infraestrutura gratuita.

Atualmente, a prefeitura não tem informações precisas sobre o número de academias públicas que estão em bom estado de funcionamento na cidade. Maria Ledir Rodrigues também utiliza os aparelhos com frequência. Ela conta que apesar de achar a estrutura que fica junto ao Mercado Público bem conservada, acredita que seria melhor a presença de um instrutor para ajudar na prática, especialmente para aqueles que nunca frequentaram uma academia.

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Licenciado em Educação Física, Paulo Serpa concorda com Maria Ledir e frisa os riscos de se exercitar sem acompanhamento profissional.  Ele ressalta o fato de que geralmente quem utiliza esses aparelhos são idosos que acreditam que isso pode proporcionar uma melhor qualidade de vida, além de que muitas crianças brincam nesses ambientes aumentando o risco de acidentes.

“É possível ocorrer lesões do tipo distensão muscular por realizar o exercício em níveis de flexibilidade. Podemos perceber que quem utiliza fica se ‘esticando’ até o limite dos aparelhos. Dá pensar também em dores na coluna, por mau posicionamento do usuário dos equipamentos e também o risco em manter uma rotina desordenada na utilização dos aparelhos”, afirma Paulo.

O especialista em Metodologia do Ensino da Educação Física também ressalta que a presença de profissionais nesses locais serviria para verificar as capacidades de cada indivíduo e os orientaria em suas atividades, para que elas realmente fossem benéficas à saúde. “Eu acredito que isso qualificaria consideravelmente esses ambientes públicos, chamaria uma maior atenção para as comunidades, e claro, contribuiria para qualidade de vida dos cidadãos”, concluí Paulo.

Já a queixa de Maria Terezinha é quanto ao estado de conservação dos ambientes. “Infelizmente elas (academias) estão todas detonadas. Eles deveriam fazer manutenção com frequência, mas não fazem”. Ela conta que se exercita na beira da praia desde que o Parque Linear Calçadão foi construído e que nunca viu os aparelhos serem consertados. Um funcionário da prefeitura, que prefere não se identificar, reitera a fala de Maria afirmando que a prefeitura não tem se preocupado em reformar os aparelhos, pois a nova gestão, que assumiu em janeiro deste ano, teria preocupações maiores no momento.

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O funcionário também explicou que as academias localizadas à beira-mar são as que mais sofrem com desgastes, por conta da maresia que corrói o material. No entanto, ele afirma que a longo prazo, atividades voltadas para os exercícios físicos na terceira idade serão iniciadas e que no momento a Secretária de Educação e Esporte oferece aulas de pilates e yoga que podem ser realizadas por pessoas de qualquer idade.

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