Arte e Cultura Opinião

Quando As Luzes Se Apagam: Festival de sustos e clichês

O longa "Quando As Luzes Se Apagam", apesar de criativo e com bom ritmo, denota a insistência das produtoras cinematográficas na técnica jumpscare (susto surpresa), e investindo pouco em momentos de suspense e tensão.

O longa “Quando As Luzes Se Apagam”, apesar de criativo e com bom ritmo, denota a insistência das produtoras cinematográficas na técnica jumpscare (susto surpresa), e investindo pouco em momentos de suspense e tensão.

Texto e edição: Pedro Homrich

Para os amantes dos filmes de terror, 2016 não está deixando a desejar. Entre as grandes estreias do ano encontram-se continuações de longas já consagrados, além de novas histórias ou adaptações para quem gosta de receber sua cota de sustos na poltrona do cinema. É o caso de “Quando As Luzes Se Apagam” (Lights Out), baseado no curta homônimo, que viralizou na internet em 2014 e desde então gerou expectativas para o lançamento do filme.

De acordo com a sinopse, o longa conta a história de Rebecca, que “desde pequena tinha uma porção de medos, especialmente quando as luzes se apagavam. Ela acreditava ser perseguida pela figura de uma mulher e anos mais tarde seu irmão mais novo começa a sofrer do mesmo problema. Juntos eles descobrem que a aparição está ligada à mãe deles, Rebecca começa a investigar o caso e chega perto de conhecer a terrível verdade”.

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Martin passa a ver a aparição anos após sua irmã, Rebecca, ter passado pelo mesmo

As cenas são bem construídas, com um roteiro simples e objetivo. A adaptação de um curta de três minutos para um filme de uma hora e meia fez-se necessário criar uma história que envolvesse inocentes e a figura sombria que os atormenta. O ato de apagar e acender as luzes, identidade do curta, é explorado com criatividade durante o filme.

Outro ponto positivo é já iniciar com ação, sem longas esperas para que a história se desenvolva. Nos primeiros minutos já nos ambientamos, ritmo que percorre até o final. Por conta disto, é um filme que não cansa os olhos nem faz bocejar. O drama familiar e a luta por sobrevivência encarados pelos personagens é passado com verdade ao público, recheados de clichês, porém sem exageros. Destaque para a atuação de Gabriel Bateman, que viveu o pequeno Martin.

Para os amantes do gênero, o longa, dirigido por David F. Sandberg e produzido por James Wan, garante os famigerados sustos repentinos, num misto de altos ruídos com imagens de horror na tela. Tal técnica é demasiadamente utilizada nos filmes de terror, como um impulso ao sentido proposto, o medo. Foi usada de maneira inteligente, porém este fator não traz apenas qualidades ao roteiro. As cenas de susto se tornam previsíveis desde seu início, e são pouco explorados o suspense e os momentos de tensão, fazendo com que a trilha sonora já indique o momento exato do susto em diversas cenas.

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Aparição que se esconde no escuro em Quando As Luzes Se Apagam

Entretanto, “Quando As Luzes Se Apagam” cumpre o que promete: Fazer seus espectadores pularem da cadeira, ou no mínimo acelerar seus batimentos cardíacos. O longa conta com Teresa Palmer, Alexander DiPersia, Gabriel Bateman e Maria Bello nos papéis principais.

Confira abaixo o trailer do filme, que possui classificação indicativa para maiores de 14 anos:

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