Arte e Cultura Cidades

Não Vai Ter Coca faz edição “de bolso” em Brusque

De 11 a 14 de novembro, festival que mistura música, cultura e política traz shows nacionais para a Região do Vale.

Texto: Daniel Schiavoni, Maria Elisa Zucco e Thomas Falconi

A chegada da Copa do Mundo ao Brasil desagradou muita gente. Decepcionados com os custos e os impactos negativos que ela traria à vida das pessoas, milhares de brasileiros soltaram a voz para gritar o famoso “Não Vai Ter Copa”. Um grupo de amigos de São Francisco do Sul, no entanto, preferiu mostrar que não é preciso torrar milhões para promover a cultura e a diversão. E assim nasceu o festival Não Vai Ter Coca, que mistura música, arte e política.

Na contramão do “Padrão Fifa”, o Não Vai Ter Coca abraça a simplicidade. O festival  acontece anualmente numa chácara em São Francisco do Sul e, pela primeira vez, realiza uma edição pocket, que não deve perder a identidade do evento. “A versão pocket nasce a partir de uma série de pedidos da galera e também de uma enorme vontade de nos reunirmos novamente”, explicam os organizadores Marlon Miranda, João Paulo Carvalho, Marcel Abe e Dorli Ulrich Abe.

O line-up musical do evento chama atenção pela variedade das bandas. O mesmo palco vai dar espaço pro groove “good vibe” da Trombone de Frutas e para o stoner denso da Ruínas de Sade. Os organizadores contam que a ideia é justamente essa: garantir que exista uma pluralidade de estilos. “O festival tenta e busca sempre ser multicultural. Acredito que já conseguimos conquistar e construir esta identidade”, explicam. Essa diversidade se reflete também na variedade de oficinas que acontecerão durante o evento. Entre elas estão um debate sobre o cenário político brasileiro pós-ditadura militar e uma de desenho sem fio, uma atividade lúdica que estimula a criatividade e a interação entre os participantes.

Line-up musical do evento
Line-up musical do evento

Apesar de ainda não possuir o quilate de um Psicodália, que já se prepara para sua 20ª edição, o Não Vai Ter Coca realiza o importante papel de colocar o estado na rota da música. Para Anderson Davi de Oliveira, sócio do site de crítica musical Válvula Rock e produtor do festival Rock’n Beer, os festivais são muito atrativos para os músicos, tanto de fora quanto do próprio estado. “Por ser um Estado menor em comparação a outros, a grande oportunidade para bandas de porte maior virem até Santa Catarina é em festivais, até pela viabilidade financeira. Além disso, são eventos que agregam muito público, o que é interessante para qualquer artista”, avalia Oliveira.

O multiculturalismo e a grande diversidade do “Não Vai Ter Coca” também não intimida os músicos. Para Paulo Machado, baixista da Ruínas de Sade, a expectativa é boa. “Nós já tocamos em vários rolês que não têm nada a ver com o nosso som – tipo tocar com bandas de surf music e punk – e todos nós fomos muito bem recepcionados, então esperamos que seja legal também”, afirma.

O festival acontece entre os dias 11 e 14 de novembro. Os ingressos podem ser comprados pela internet ou no dia do evento. Pra sentir um gostinho de como será o Não Vai ter Coca, confira o vídeo oficial do evento de 2015.

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