Economia

Especialistas sugerem substituir produtos encarecidos na cesta básica

Para a nutricionista Marta Alles o momento de crise é também uma oportunidade para iniciar uma reeducação alimentar

Para a nutricionista Marta Alles o momento de crise é também uma oportunidade para iniciar uma reeducação alimentar

Texto: Schaline Rudnitzki e Bruna Bertoletti
Edição: Thamiriz Garcia

Sueli Ferreira já não consegue mais comprar as coisas que tinha costume no mercado em Itajaí. O feijão com arroz que antes era sagrado e estava todos os dias na mesa para a família almoçar, agora já não é mais visto com tanta frequência. “Eu vou ao mercado e parece que as plaquinhas de preços são trocadas todos os dias. Os valores estão um absurdo, principalmente do feijão. Lá em casa já cortei, não tem mais diariamente”.

Há três meses a cesta básica vem apresentando alta no preço de produtos que antes eram comuns na mesa do brasileiro: feijão, farinha de trigo, leite, batata e até o açúcar. Segundo o economista Jairo Ferracioli, coordenador do Projeto Cesta Básica Alimentar de Itajaí, o aumento no preço do leite é sazonal e ocorre comumente no inverno devido à queda na produção. Assim, como o feijão que com as condições climáticas extremas vem desaparecendo das prateleiras desde maio e tem no período os custos de produção elevados.

O economista prevê uma leve melhora, uma vez que se espera que os preços não sofram novos aumentos, embora também não retornem aos valores anteriores. Conforme pesquisa do Projeto Cesta Básica Alimentar de Itajaí, em junho o feijão preto apresentou uma alta de 51,49%, seguido pelo leite de vaca com 35,89%, a farinha de trigo 20,76%, a batata 10,85% e o arroz 8,54%.

cesta básica

Como alternativa para o momento de crise, Ferracioli sugere a pesquisa de preço em mercados e sacolões. “No caso do leite, há poucas alternativas, mas a volta do leite em saquinho Tipo C já está mais barato. Nos últimos anos, o brasileiro trocou o tipo C pelo Longa Vida. No caso do feijão, existem outros tipos que estão com o preço mais acessível, como o vermelho e o carioquinha, mas o negocio é substituir o feijão com arroz, que também aumentou, por massas ou outros pratos mais leves, apenas diminuir o consumo de feijão e arroz já segura os preços”, sugere.

Já a nutricionista Marta Alles sugere substituir alguns itens por outros menos utilizados normalmente, mas que garantem o mesmo valor nutritivo e possuem um preço menor de comercialização. Para Marta, o momento de crise é uma oportunidade para as pessoas iniciarem uma reeducação alimentar. “Na hora de substituir o feijão, se for optar pelo grão de bico ou lentilha, eles acabam se tornando mais caro. O que dá para fazer é uma minestra, um sopão onde a pessoa aumenta o uso acrescentando outros itens como chuchu, abobrinha e diminui o uso da carne, por exemplo. Fica uma refeição substanciosa”, explica.

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Marta sugere ainda a introdução de sementes, como a de abóbora ou girassol, no cardápio devido ao alto teor nutritivo

No caso do leite, a nutricionista sugere produzir em casa o leite de amendoim ou de alpiste através de receitas que são fáceis de encontrar na internet e está em alta entre os produtos utilizados por pessoas com intolerância a lactose. “O sabor é diferente, mas também gostoso. Dá para acrescentar canela ou baunilha para aromatizar e é super nutritivo”, esclarece.

Além disso, Marta ressalta que é preciso não desperdiçar alimentos e que quase tudo pode ser reaproveitado, como a casca da abóbora, por exemplo, para fazer pão caseiro. Para quem tiver interesse em receitas alternativas, a nutricionista recomenda o site Cura pela Natureza (http://www.curapelanatureza.com.br/).

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