Arte e Cultura

Dança no salto: conheça detalhes sobre o Stiletto Dance

Conheça mais sobre o estilo inspirado em divas do pop em uma conversa com a professora Gabriela Dutra, especialista no gênero

A modalidade se inspira nas divas do Pop e é tendência nas escolas de dança.

Texto: Leandro Pereira e Marcelo Martim
Edição: Luzara Pinho
Fotos: Arquivo Pessoal/ Gabi Dutra

Uma dança sensual e atraente que mistura Jazz, Hip-Hop, Pop e salto alto. Ela é inspirada nas famosas cantoras do Pop, como Beyoncé. Criada pela artista Dana Foglia, professora do Broadway Dance em Nova Iorque, o estilo de dança Stiletto surgiu a partir da necessidade de bailarinos aprenderem a se equilibrar em cima dos saltos altos enquanto reproduzem uma coreografia para apresentações em clipes, shows ou comerciais.

Gabriela Dutra é coreógrafa nos estilos danças Urbanas e Stiletto há três anos. Professora na Grande Florianópolis em dois estúdios de dança, e se preparando para iniciar turmas em Balneário Camboriú, ela conta que a prática com salto alto não é tão recente assim. “Essa prática já aparecia em outras danças como o Waacking e o Voguing, que nasceram lá nos anos 70. O Waacking e o Voguing não são sensuais, trabalham mesmo é o glamour da mulher, mas como são femininas nos dão bastante base para movimentações, costumo trabalhar bastante esses estilos nas aulas”, diz.

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Equilíbrio e sensualidade se envolvem nos ritmos (Foto: Arquivo/ Gabi Dutra)

De acordo com a professora, uma das principais inspirações e referências atuais para o estilo é a cantora e dançarina Beyoncé. “Estudo bastante a Beyoncé. Não as coreografias em si, mas sim as movimentações do corpo dela, as intenções, a presença, a precisão, o olhar e o controle do corpo.” A moça também citou outras referências da área, como o professor, bailarino e coreógrafo Yanis Marshall que tem reconhecimento mundial.

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A inspiração – Beyoncé – no clipe Single Ladies (Reprodução internet)

Entre as funções da dança, Gabriela destaca a autoestima e afirma respeitar os gostos individuais de cada aluno, já que a dança sugere a sensualidade. A dança também não exclui os mais tímidos. Para ela, é necessária uma influência positiva para se soltarem e gostarem daquilo que o corpo permitirá. A dançarina também comentou sobre a possibilidade da modalidade se tornar fitness, o que se perderia do conceito proposto pelo Stiletto.  “Acho ruim quando vejo um professor dando aula sem base em nenhuma dança, simplesmente copiando coreografias da internet ou algo do tipo. Eu levei mais ou menos um ano estudando como aplicar técnicas ao Stiletto. Aí chega alguém do nada e começa a dar aula sem nem estudar dança na vida e torna o Stiletto algo “aeróbico” e “fitness”? Acho bem desrespeitoso”, declara.

Antes de dar aulas de Stiletto, Gabi Dutra passou por um processo de estudo profundo de como aliar as técnicas que já tinha com a sensualidade e com a questão do equilíbrio/postura que o salto exige. “Eu já dançava antes de virar moda, porque sempre tive esse costume de imitar a Beyoncé, as coreografias e tudo mais”.

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(Foto: Arquivo Kirinus Escola de Dança)

Ela comenta que geralmente tem de 6 a 7 alunos por turma. “Acredito que seja um número bom, porque assim consigo dar mais atenção e eles conseguem utilizar melhor o espaço da sala de dança”. As turmas são formadas por mulheres entre 20-50 anos. “A maioria dos homens que procuram são gays. Mas já teve um casal hétero que procurou também, tanto o homem quanto a mulher queriam fazer”, comenta.

Em relação a técnica de dança, a dançarina trabalha com um nível iniciante, sem restrições. Ela lembra ainda que quem possui algum problema nos joelhos, nos quadris, na coluna ou no ciático, deve tomar cuidado e fazer acompanhamento médico. “Quando as pessoas chegam na minha aula, eu sempre pergunto esse tipo de coisa e ao longo das aulas também peço para que me avisem quando algo dói. Em relação ao corpo/peso, não tem restrição. Tem que gostar de dançar e ser aberto as experiências do Stiletto”, enfatiza.

Gabi Dutra dá aulas de Stiletto no Casarão da Dança, na unidade do Centro de Florianópolis, e também na Espaço2, localizada em Palhoça. “Em breve vou começar a dar aulas também no Studio Libertad, em Balneário Camboriú”.

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A professora explica que quem deseja praticar o Stiletto deve levar seu próprio salto. “É melhor que seja um salto que a pessoa já esteja acostumada a usar e que já sinta segurança. Eu sempre peço para fazer um teste em casa, pular, abaixar, levantar, se equilibrar numa perna só, para ver se o salto é confortável e dá estabilidade”, comenta.

Professora de Danças de Rua há 3 anos, Gabriela sempre teve um cuidado com seus alunos. “Agora com o Stiletto, tenho mais cuidado ainda por causa do salto. Então, eu trabalho uma determinada técnica por mais ou menos duas aulas e aí na aula seguinte, peço para colocar o salto”. Ela conta ainda que conforme vão se sentindo mais confortáveis e confiantes, as alunas passam a vir de salto sempre.

Sempre tomo cuidado e fico prestando atenção se tem alguém se desequilibrando ou algo do tipo. Porém, nos alongamentos e aquecimentos, peço para ficar descalço, meia ou de tênis, para evitar as distensões.

Assista um trecho que mostra um pouco da modalidade: 

um comentário

  1. Amo Stiletto dança contagiante que ajuda na autoestima , a emagrecer e fortalecer os glúteos hahahaha estou amando e faço minhas aulas em casa, e quero compartilhar minha experiência com todos fiz no cursostilletodanceonline.com e é mara recomendo.

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