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Jornalismo, o caminho a seguir

Uns escolhem cursar jornalismo porque gostam de ler, outros porque têm facilidade na maneira de se expressar. Mas há aqueles que são tímidos e, no entanto, têm apreço pelas letras e palavras que se transformam em histórias.

Texto: Luana Cristina

A cada término do ensino médio um ciclo se encerra e outro logo se inicia para muitos estudantes. Entre cursos técnicos, profissionalizantes e graduações estão jovens cheios de dúvidas e inseguros diante da escolha de seus futuros. Deixo meus parabéns a todos que escolheram ser jornalistas.

Uns escolhem cursar jornalismo porque gostam de ler, outros porque têm facilidade na maneira de se expressar. Mas há aqueles que são tímidos e, no entanto, têm apreço pelas letras e palavras que se transformam em histórias.

No inicio, confesso que não foi nada fácil. Não que hoje tudo seja mil maravilhas, mas tenho mais facilidade para me adaptar a certas situações. Eu imaginava que o mundo da comunicação tinha ritmo e que as coisas fluíam tranquilamente. Até a primeira pauta cair, o entrevistado desmarcar e acontecer a primeira “briga” por uma pauta que eu considerava relevante, mas o meu editor não.

Foram muitas as histórias nas quais não sabia o que fazer. Mas hoje caminho para reta final e agradeço aquela primeira discussão, pois naquele dia entendi que a pauta tem de ser discutida e defendida, e que jornalismo é uma briga constante – seja pela busca da fonte mais “segura”, seja a luta contra o tempo, que  passa rápido demais. É viver intensamente em função de algo a ser concluído em um pequeno prazo.

Alguns já iniciam os estudos e logo têm a certeza do que escolheram. Morgana Fernandes, que também é aluna da Univali, fala da paixão pela profissão, ainda que esteja apenas no começo. “Sempre vi algo em especial no jornalismo. Você informa as pessoas, os meios de comunicações são uma espécie de ‘formadores de opinião’, pode influenciar/mudar vidas, mudar a perspectiva de visão das pessoas” ressalta a estudante.

Já Katyanne Krull, aluna do terceiro período, vê a profissão com olhos de responsabilidade e consciência. A jovem de 21 anos já é locutora na rádio Univali.“Creio que temos o compromisso com a informação exatamente como ela é, sem aumentar ou diminuir, e acredito que a principal dificuldade é começar, ter uma oportunidade. O que vai me tornar uma boa jornalista é o dia a dia na universidade, é acompanhar outros profissionais das mais diversas áreas de atuação do jornalismo, a construção de um senso crítico relacionado a tudo aquilo que vemos na mídia atual”, diz Katyanne.

Podemos, sim, formar opinião, temos que ter compromisso ao reportar os fatos, e as dificuldades são enormes. Não sei dizer quantas vezes já me perguntei: “Por que escolhi esse caminho?”.  Não sei dizer quantas dores de estômago e de cabeça já tive, mas cada matéria concluída, pessoas e histórias incríveis que já pude conhecer, traz um sentimento bom, e é o que me faz seguir adiante. Penso também nas histórias que ainda contarei, e tenho a certeza de que, mesmo complicado, é este o caminho a seguir.

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Katyanne Krull há três anos trabalha com rádio.

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