Bem-Estar

Quando remédios não funcionam

Algumas pessoas buscam tratamentos alternativos quando os sintomas não passam com remédios tradicionais. Esses métodos vão desde fitoterapia, florais e plantas medicinais a artes marciais, acupuntura e alimentação saudável.

Algumas pessoas buscam tratamentos alternativos quando os sintomas não passam com remédios tradicionais. Esses métodos vão desde fitoterapia, florais e plantas medicinais até artes marciais, acupuntura e alimentação saudável. Muitos têm suas dúvidas sobre a eficácia, mas, quem usa, recomenda

Texto: Letícia Maia, Mariana Campos e Paula Leão
Edição: Juliana Costa
Fotos: Mariana Campos e MorgueFile

Quando a farmacêutica e acupunturista Caroline Valente viu-se em um momento de muito stress, que a fez adoecer, os remédios tradicionais e até mesmo antibióticos não faziam efeito. Foi aí que conheceu as práticas alternativas de saúde, que incluem fitoterapia, florais, plantas medicinais, artes marciais orientais, acupuntura e até mesmo alimentação saudável. Os resultados vieram: após entrar em contato com esses métodos, não só melhorou como, agora, dificilmente fica doente. Hoje ela trabalha com isso, pois, ao ser primeiro paciente, conseguiu sentir os resultados.

Conforme explica Caroline, os remédios tratam os sintomas e não o organismo como um todo. Muitas doenças têm relação com as emoções e sentimentos das pessoas, por isso devem ser levadas em conta. O professor do curso de Farmácia da Universidade Regional de Blumenau (Furb) e fitoterapeuta Alessandro Guedes concorda: “Remédios podem melhorar alguns aspectos, mas piorar outros. Simplesmente prorrogam os sintomas. Se tirarem os remédios, eles voltam. É como tratar a doença sem tratar suas causas”, comenta.

Guedes afirma que cada um responde aos tratamentos de um jeito, por conta do metabolismo e da capacidade de autoconhecimento. Alguns podem encontrar mais resultados com remédios, outros com os métodos alternativos, e outros ainda com ambos, de forma complementar. Para ele, ter o hábito de cuidar de si faz muita diferença na prevenção de doenças.

Segundo Caroline, se uma pessoa toma remédios tradicionais e usa os alternativos como complemento, muitas vezes quando ela para com os medicamentos ela continua com os métodos não convencionais, porque se sentem bem. Por isso, essas práticas ajudam tanto na saúde física como mental de quem as utiliza.

Os fitoterápicos são feitos com plantas medicinais, portanto são mais naturais do que os alopáticos. Porém, Guedes também chama a atenção para o fato do fitoterápico continuar sendo um remédio – contém menos química, mas ainda têm. Por isso, as pessoas não devem se automedicar.

Caroline também explica sobre as vantagens desses métodos alternativos. Ouça no áudio abaixo:

No Ambulatório Geral (AG) da Velha, em Blumenau, é preparada a chamada Horta Medicinal. A horta funciona há pouco mais de um ano, desde maio de 2015, com encontros quinzenais. Segundo Maristela Zancanaro, assistente social do AG, as reuniões contam com partilha de mudas e plantas medicinais; oficinas para confecção de repelentes e loções naturais de citronela, temperos naturais e placas recicladas; e eventos como Saúde na Praça, congresso Rede Unida e workshops de práticas terapêuticas. O grupo começou com cinco pessoas e hoje já tem 36 participantes.

Maristela explica que a fitoterapia é mais indicada para o tratamento auxiliar de doenças não graves, como resfriado, colesterol, insônia leve, cólicas, entre outras. “Sempre é necessária uma boa avaliação do quadro de saúde de cada pessoa, mas, entre os debates no grupo, ainda não identificamos contra indicações. Porém, recomenda-se sempre o uso moderado. Afinal, cada caso é um caso. Essas orientações são repassadas pelo professor Guedes durante os encontros”.

Ela também aponta que as plantas medicinais até hoje sempre funcionaram com ela e os outros participantes do grupo. “O que percebo é que muitos dos participantes estão conseguindo reagir de forma gradual aos desafios do cotidiano que afetam a saúde mental, por exemplo. Tem quem relata a diminuição dos sinais de insônia, redução do uso de ansiolíticos, maior controle de stress, diminuição de contadores de diabetes, colesterol e outros”, conta Maristela.

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Terapia floral.

Outra alternativa de tratamento é a terapia floral. A enfermeira e terapeuta floral Carmen Liliam Brum Marques explica que as essências florais utilizadas são um preparado natural e artesanal que equilibra as emoções do paciente. “A terapia floral tem caráter de autoconhecimento e de curar a si mesmo. É considerada complementar à terapêutica médica”, relata.

Segundo Carmen Liliam, todos podem utilizar os florais, mas ela destaca que nem todos os remédios agem da mesma forma em todas as pessoas. Ela também comenta que, para utilizar a terapia floral, as pessoas devem estar abertas à ação do floral. É preciso acreditar que o tratamento funciona.

“Os florais não são considerados remédios e não interferem diretamente no medicamento alopático, mas podem mudar um estado de espírito e, com isso, auxiliar no tratamento ou na adesão a um tratamento”. – Carmen Liliam Brum Marques, enfermeira e terapeuta floral.

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