Arte e Cultura

O tráfego multicultural ganha espaço no estado

Arte, cultura, família, lazer, entretenimento, moda e economia sustentável. O Bazar Itinerante já se concretizou envolvendo tudo isso e muito mais.

A busca por uma realidade que se deseja

Texto: Andressa Zuffo

Arte, cultura, família, lazer, entretenimento, moda e economia sustentável. Deseja tudo isso reunido de maneira harmoniosa e em um só lugar? O Bazar Itinerante já se concretizou envolvendo tudo isso e muito mais. Partindo pela linha da economia criativa, o modelo de negócio se origina de atividades ou produtos a partir do conhecimento, da criatividade de indivíduos à geração de renda e trabalho. As fundadoras do projeto, que leva positividade por onde passa, buscam criar uma realidade que desejam viver.

Abaixo seguem trechos de uma entrevista com Naira Demarchi, uma das fundadoras do projeto. Ela conta sobre a estruturação de um evento que envolve diferentes manifestações artísticas, como o consumo de arte é importante e como tende a enriquecer a quem o “adquire”. “Consumir arte e cultura é bom demais!”

Agência Prefixo (AP): O Bazar Itinerante iniciou em 2012 pela Marthina Hanemann e por você, Naira Demarchi. Como foi o contato com a Monike Furtado e a Looping Produções?
Naira Demarchi (ND): A conexão com a Monike veio através do teatro. As ideias eram semelhantes e a energia pulsava para um mesmo caminho de realização. Com isso surgiu a Looping Produções (produção de eventos e assessoria em marketing e comunicação) e o Bazar Itinerante integra na casa um dos projetos da produtora.

AP: Ao realizar a primeira edição, em Jaraguá do Sul, vocês já tinham a pretensão de expandir e itinerar pelo estado?
ND: Tínhamos a intenção de “rodar” com o Bazar em vários lugares desde o início. Mas não imaginávamos tamanha expansão.

AP: O que as levou a realização de um evento que envolve tantos espaços culturais?
ND: A crença do desenvolvimento humano e social através das artes e valorização da cultura regional.

AP: O Bazar traz moda, artesanato, teatro, oficinas, exposições, gastronomia, poesia e várias formas de manifestações artísticas certo ? Como surgiu a ideia de transformar um Bazar em um evento multicultural ?
ND: Fomos agrupando aos poucos tudo que gostamos e desejávamos “consumir”. Consumir arte e cultura é bom demais! A intenção é criar a realidade que desejávamos viver.

AP: Como é feita a seleção dos artistas participantes do Bazar ?
ND: A curadoria se manifesta através dos trabalhos autorais e valorização do mercado artístico regional.

AP: Falando em consumo. Como vocês veem o consumo cultural por onde o Bazar passa?
ND: Em expansão sempre. Mas antes de falarmos de consumo de cultura, há de se falar de educação e comunicação cultural. Educação e cultura andam lado a lado. Se eu não me relaciono desde pequeno com arte/ cultura/ história, não me relaciono com meu próprio desenvolvimento humano e intelectual desde pequeno. Não sei dialogar com minha sensibilidade. Como irei identificar e me relacionar com isso mais tarde? Como irei valorizar e consumir isso no agora? Como olho pra isso? Arte é necessidade do que?

AP: Como é a procura por ações multiculturais na percepção de vocês aqui no estado?
ND: Os movimentos multiculturais sempre existiram. A diferença é que atualmente estão indo mais de encontro uns com os outros e expandindo a conexão com mais pessoas. E isso é muito bom! A rua é o palco desses movimentos. Precisamos de mais abertura para realizá-los.

AP: Pensam em itinerar além do estado de SC? E além?
ND: Sim, sim e sim. Próximo estado é o Paraná!! Conversas boas para itinerar em SP e RJ em 2017.

AP: Vocês iniciaram com o intuito de mudar o consumo acelerado ofertado pela produção em massa certo? Vocês veem mudanças nesse aspecto?
ND: Iniciamos com o intuito de apresentar o novo, o diferente. A percepção do consumo desacelerado vem do próprio consumidor/ público quando se conecta e dialoga com o novo produto e produtor, porque se relaciona e se identifica com a história, não somente com o produto/ objeto.

AP: O Bazar Itinerante está nas ruas, com parcerias privadas e públicas como funcionam essas parcerias ?
ND: Apresentamos o projeto para municípios e estabelecimentos privados. Visamos conectar o máximo de pessoas no movimento, e de todas as idades. O evento é gratuito para o público, bem como, todas as atividades propostas. Há parceiros que entram em contato também e em conjunto estudamos as possibilidades. Ainda queremos itinerar para o oeste e sul do estado.

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