Arte e Cultura

Gravando! Como funciona a produção de um álbum de música

Conheça o processo de produção da música que você gosta de ouvir.

Além da gravação de áudio em si, existem várias outras etapas que estão ligadas ao produtor musical

Texto: André Schlindwen e Juliana Costa Masera
Edição: Leandro Pereira

Ouvir música é o passatempo de muitos, quem nunca viu alguém com fones de ouvido no ônibus, por exemplo? Mas você já parou para pensar como esse conteúdo é produzido até chegar ao seu serviço de streaming favorito? Essa tarefa é feita pelo produtor musical, que auxilia os músicos durante todo o processo de produção de um novo disco ou show em DVD.

Marcelo Cássio é produtor musical e trabalha no estúdio Café Maestro, localizado em Itajaí. Ele lembra que os produtores, além da parte musical, também podem trabalhar com produções de áudio que envolvem televisão, cinema e até mesmo games.

Além da gravação de áudio em si, existem várias outras etapas que estão ligadas ao produtor musical. O primeiro passo é analisar o mercado e público alvo do produto, em seguida é feita a composição dos arranjos. Passada a primeira etapa, é feita a gravação, edição e masterização de áudio finalizado iniciam-se as etapas de registro, distribuição e lançamento.

Produção e músicos

Hoje, com a facilidade de produzir de maneira caseira, muitos músicos independentes optam por essa forma, deixando de lado a produção profissional. Marcelo conta que muitos que escolhem esse caminho acabam desistindo no meio do processo, migrando para um estúdio profissional. Dessa maneira os músicos têm suporte não só em questões que envolvam a gravação das músicas, mas também questões burocráticas, como direitos autorais. “O produtor pode tirar essa carga do músico para que ele possa se dedicar mais a sua arte e se liberar de aspectos técnicos e administrativos”, destaca.

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Estúdio Café Maestro (Foto: Divulgação)

Com um álbum já lançado, a banda Ruinas de Sade é um dos exemplos do cenário independente da música. Parte da produção do álbum foi feita pela própria banda, que gravava na sala de ensaios do antigo baterista. A exceção foi a própria bateria, que teve seu som captado no Solana Star, estúdio de Brusque “pois batera é mais difícil de captar” como conta Paulo Vitor, baixista da Ruinas de Sade.  Para a finalização do projeto, a banda também contou com um estúdio, o Superfuzz, do Rio de Janeiro. Lá foi feita a parte de mixagem e masterização das músicas.

Confira a Ruínas de Sade no BandCamp

Mesmo com a mescla de produção desenvolvida no primeiro álbum, Paulo Vitor destaca que a produção profissional é inevitável e muitas bandas não dão valor para isso, “Acho que tem que ter uma mediação. A banda tem que opinar, falar o que acha, mas o produtor dá aquele empurrão” diz Paulo. Segundo o baixista, a Ruinas de Sade já estuda a possibilidade de produzir seu próximo trabalho com o auxílio de um estúdio especializado.

No final das contas o trabalho de produção acaba sendo algo feito de forma colaborativa entre os músicos e o produtor musical “Todo mundo se ajudando” fala o baixista da Ruinas de Sade. Para Marcelo, uma das partes mais difíceis é justamente nesse sentido, “Um dos principais pontos é lidar com os artistas e músicos envolvidos. Tirando o melhor deles e fazê-los entender o seu ponto de vista”. Além disso, com a imensa quantidade de material lançado diariamente, o produtor vê como uma tarefa difícil criar algo diferente ou de destaque nesse cenário.

Veja o canal da Café Maestro no Youtube

 

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