Meio Ambiente

Deu tainha! A beleza da pesca que o frio traz

No litoral de Santa Catarina a safra da tainha ocorre entre maio e julho juntamente com a chegada das frentes frias e esfriamento das águas.

No litoral de Santa Catarina a safra da tainha ocorre entre maio e julho juntamente com a chegada das frentes frias e esfriamento das águas

Texto: Luana Cristina
Edição: Talissa Peixer
Fotos: Douglas Schinatto

Maio e junho é a época em que há a formação de cardumes para desova, ficando assim, mais vulnerável à pesca. A tainha migra anualmente para se reproduzir no mar, pois sai de lagoas costeiras e estuários onde vivem parte do ano.

Segundo professor de biologia Roberto Wahrlich, apesar das milhares de tainhas pescadas, não existe risco de extinção nesse momento. “O estado de conservação da espécie foi avaliado pelo ICMBio há 2 anos, sendo considerada quase ameaçada”, diz.

O professor afirma, ainda, que os pescadores sempre querem pescar mais, mesmo que já tenham pescado o suficiente para seu sustento (alimentação e renda). O excesso de pesca reduz a quantidade de peixes que estarão disponíveis para a pesca nos anos seguintes. “Mas ainda assim a quantidade capturada pelo pescador artesanal é maior a cada ano”.

Legislação

Para que o pescador esteja dentro da lei, ele deve ter a Licença de Pesca em dia, seja industrial ou artesanal.  É importante também que ele procure uma embarcação com licença específica para a pesca da tainha, artesanal (modalidade rede de emalhe anilha) ou industrial (traineira ou cerco).  Segundo o Secretário de Pesca de Itajaí, Agostinho Peruzo,  a pesca da tainha com arrasto de praia, que é voltada ao pescador artesanal, atrai maior número de pessoas.

O secretário explica que os pescadores enfrentam muitas dificuldades para se adequar às leis. “Há uma demora na liberação de licenças, faltam materiais (pesca artesanal), e vagas nos barcos da frota industrial. A atual legislação reserva um número cada vez menor de vagas, pela redução no número de barcos licenciados. Como se isso não bastasse, há ainda a incerteza na captura, seja pelo tempo ruim (impede os trabalhos com a rede) ou pela ausência do pescado”, diz.

Recentemente houve uma perda significativa na pesca devido à falta de subsídio do óleo diesel, o que causou um aumento do custo final do cruzeiro de pesca e, consequentemente, menor ganho na pescaria. “Estima-se que os custos com o óleo diesel sejam entre 30 a 50% do valor total da despesa, e o valor do subsídio atinja 30% dos custos com óleo diesel.  Em função do aumento demasiado destas despesas, muitos armadores optaram por não colocar os barcos para pescar”, diz o secretario.  Fato que pesou no mercado para o consumidor.

 

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