Bem-Estar

Vegano, vegetariano ou macrobiótico?

Cada vez mais pessoas estão se tornando adeptas das práticas alimentares que não incluem proteína animal, mas você sabe qual é a diferença entre elas? Conheça a diferença entre veganismo, vegetarianismo e macrobiótica.

Cada vez mais pessoas estão se tornando adeptas das práticas alimentares que não incluem proteína animal, mas você sabe qual é a diferença entre elas? Conheça a diferença entre veganismo, vegetarianismo e macrobiótica.

Texto: Letícia Maia, Mariana Campos e Paula Leão
Edição: Alan Willian

Fotos: Paula Leão

O veganismo é uma filosofia e estilo de vida que tem como base defender os direitos dos animais, retirando toda forma de exploração e crueldade, seja por consumo de alimentos ou vestes com base animal.  A prática defende ainda o uso de alternativas para os hábitos atuais, não prejudicando a vida e beneficiando o organismo do ser humano.

A dieta vegana dispensa produtos que sejam derivados em partes ou totalmente de animais. Os adeptos do veganismo não só se privam totalmente destes alimentos, como também assumem uma posição de ética que condena o uso de animais para alimentação, vestuário, apropriação, trabalho, comercialização e demais atividades.

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Alimentos veganos.

Felipe Chiquenate Padoim tem 25 anos, é eletricista e morador de Porto Alegre (RS). Ele já está acostumado a explicar quando recusa os alimentos e bebidas oferecidos pelos amigos nos shows e baladas que frequenta. Vegano há cinco anos, Felipe ingressou nessa filosofia de vida a partir do vegetarianismo e desde então só tem evoluído em questão de sustentabilidade e responsabilidade social.

“O dono de uma empresa onde trabalhei, que era vegetariano, me motivou a começar a trocar meus hábitos alimentares”, comenta. Com 17 anos, ele mudou radicalmente sua alimentação e decidiu que não comeria mais carne e seus derivados. O vegetarianismo surgiu na sua vida de uma maneira inesperada, mas muito bem-vinda.

“Comecei a ler sobre o assunto para entender como nosso organismo funciona, o impacto ambiental que causa o consumo de carne, sustentabilidade e meio ambiente… Tudo isso foi o suficiente para eu tomar a decisão”, conta.

Mas sua ideia de vida não fica somente na alimentação. Adepto fiel do veganismo, Felipe não usa roupas ou qualquer item que tenha sido retirada de animais, pratica exercícios físicos, anda de bicicleta diariamente e não perde uma boa luta (pratica Muay Thai, Taekwondo, Boxe, Hapkido e Wing Chun).

Vegetariano desde os 17, vegano desde os 20 e macrobiótico desde os 23 anos, Felipe hoje se considera em um nível elevado de veganismo.  “Sigo uma dieta macrobiótica vegana, que nada mais é do que uma dieta vegana integral, então tudo que eu como é basicamente integral e sempre que possível alimentos orgânicos”, explica.

No início da dieta houveram muitas dificuldades para encontrar lugares que oferecessem opções variadas para vegetarianos e veganos. Muitas vezes os alimentos eram consumidos exclusivamente em casa, preparados por ele mesmo. Felipe conta que houve um pouco de dificuldade em encontrar algumas opções de substituições para os laticínios e ovos, mas que acabou aprendendo e fazendo amizades com contatos que souberam ajuda-lo no assunto.

Ele explica ainda como faz para manter uma dieta tão restrita em um mercado de alimentos ainda deficiente para este tipo de público. “Hoje consigo fazer todo o tipo de comida que quero consumir porque sei onde encontro tudo que irei precisar. O mercado ainda não é tão grande quanto o de derivados de animais, mas existem muitas opções de restaurantes, pizzarias, armazéns, sessão de orgânicos em mercados e está cada vez mais fácil e acessível conseguir manter minha dieta”, afirma.

Confira o vídeo em que Felipe explica qual a diferença entre os vegetarianos, veganos e macrobióticos:

Michelle Freitas, nutricionista, explica que é possível viver sem a carne e usar outros alimentos como substitutos desta proteína. “Com uma alimentação balanceada é possível ter muita saúde e qualidade de vida. Os alimentos vegetais contém algumas proteínas e o segredo está nas combinações destes alimentos”, explica.

Para aqueles que não consomem leite e derivados, caso dos veganos, já se sabe que temos excelentes fontes de cálcio em alimentos de origem vegetal, como folhosos verde escuros, sementes, algas, sementes, dentre outros. Michelle alerta que a vitamina B12, para aqueles que excluem ovos e leite, requer atenção, por isso é tão importante a elaboração de um cardápio individual por um profissional nutricionista.

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Michelle de Freitas mostrando alimentos veganos.

Tanto veganos, quanto vegetarianos excluem da sua alimentação a carne, mas então qual é a diferença entre eles? Michelle explica que os veganos excluem da dieta todo e qualquer consumo de alimentos ou sub produtos derivados de origem animal, e isto não apenas da alimentação, mas também da roupa, dos produtos de higiene, dos detergentes.

“Os veganos são também contra qualquer tipo de exploração animal, assim como não aprovam produtos testados em animais. Já os vegetarianos alimentam-se com bastante vegetais e frutas, utilizam grãos, sementes e cereais, e alguns consumem lacticínios e ovos, existe esta variação. No entanto, o consumo de carnes animais, inclusive peixe são excluídos do cardápio”, explica.

Guilherme Senna Morais Trindade, recentemente adepto do vegetarianismo, é advogado e tem 30 anos. Para ele, apesar de possuir uma alimentação regular e saudável, excluir o consumo de leite e ovos ainda está sendo um desafio. “Procuro consumir outros alimentos que antes já consumia, mas em maior quantidade. Substituir carne é impossível! A composição química é única e não há como trocar! No entanto, o consumo de alimentos ricos em vitaminas e aminoácidos acaba por suprir a necessidade que o corpo cria após anos de hábito”, conta.

A ideia da nova alimentação e filosofia veio através da releitura do livro “O caso dos Comedores de Cadáveres”, que revela hábitos em sua trama muito primitivos, nos quais há contato com uma cultura nórdica mais “evoluída” que, passa a consumir seus inimigos após as batalhas. “Me dei conta que o mesmo ocorre com nossa alimentação. Apenas criamos limites morais para o consumo de carne. Podemos consumir determinados tipos de animais, mas não outros, cuja determinação se deu apenas pelo costume”, conta.

Guilherme ainda afirma que nossa alimentação está diretamente envolvida com o desenvolvimento intelectual humano.

“Além de não existir um abate do animal de forma ‘cuidadosa’, ainda temos o fator ‘morte’ como determinante no consumo alimentar. Estamos habituados a consumir um cadáver, ainda que adiado”. – Guilherme Senna de Morais Trindade, adepto do vegetarianismo.

Ele acredita que, apesar do mercado ainda ‘engatinhar’ na questão de diversidade de alimentos para estes públicos, a tendência é a adaptação ao novo consumidor com preços acessíveis. “Um alimento integral custa o dobro do comum ante uma escassez de demanda para o consumo destes alimentos. Dessa forma, o mercado ainda precisa evoluir em termos de oferta e preço competitivo e atraente para o maior público”, afirma.

Se por um lado os produtos integrais, veganos e vegetarianos possuem um valor elevado dos demais, por outro há quem plante seu próprio alimento. Yasmine Natalli Pereira de Jesus Carvalho, 27 anos, designer de moda, é adepta do vegetarianismo há um ano e meio e possui em casa um exemplo de sustentabilidade. “Eu costumo me alimentar da maneira mais saudável possível. Tenho uma mini horta em casa e compro produtos orgânicos. Não como carne e evito produtos industrializados”, conta.

Ela comenta que parou de comer carne porque teve um problema grave no estômago. Descobriu que seu organismo não digeria a proteína corretamente, então, por indicação médica, parou de comer qualquer tipo de carne. “Antes de largar a carne, eu não consumia muitos legumes. Substitui a carne por legumes bem temperados, carne de soja e produtos vegetarianos que vendem em feiras veganas”, explica.

Quando está em baladas ou restaurantes, Yasmine procura sempre opções como porções ou hambúrgueres sem carne, hot dog sem salsicha, soja, entre outros. Ela também acredita que falta muita opção para os vegetarianos, mas defende que é possível se adaptar sim e que a prática vem crescendo cada vez mais. “A posição de cada adepto é única. Não prego que todos devem deixar de comer carne. Cada um tem a liberdade de escolher o que vai comer”, finaliza.

um comentário

  1. Respeito a vida kkkk os vegetais não são vivos? Eles tem sistema nervoso através de irritabilidade crescem reproduzem e morrem que piada, como julgar vida mais importante planta ou animal quem Julga raça espécie é pretendente ao nazismo, não se julga vida. Toda vida tem seu valor. Todos são importantes acredito que o ideal seria apenas comer e se alimentar de nutrientes, ou colher o que a terra oferece frutos caídos tirando as sementes e animais mortos enfim me desculpe mas Ambos são “Cadáveres” pois são tecidos em estado de putrefação basta tirar a”vida” que já estão morrendo. Não tirar a vida concordo mas comer Cadáveres todos comemos pois são tecidos que os vermes vão comer. E isso é um ciclo super normal. E acontecerá conosco. enfim a Vida se aliementa da morte o tempo inteiro.

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