Meio Ambiente

Animais marinhos no litoral catarinense: aparições inusitadas de bichanos não tão amigáveis

A Univali com parceria da Petrobras, ajuda no resgate de animais marinhos pelo litoral brasileiro com o Projeto Monitoramento nas Praias.

A Univali  com parceria da Petrobras,  ajuda no resgate de animais marinhos pelo litoral brasileiro com o Projeto Monitoramento nas Praias

Texto: Douglas Schinatto e Luana Cristina
Edição: Talissa Peixer
Fotos: Eduardo Valente e Aroldo Cardoso 

Recentemente fomos surpreendidos por notícias de aparições de animais que geralmente não circulam nos informativos. Em fevereiro, uma baleia Jubarte ficou encalhada na Praia do Rosa, em Imbituba. Já em março, um banhista foi atacado por um filhote de tubarão, na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú.  Segundo o curador do Museu Oceanográfico da Univali, Jules Soto, o filhote que mordeu a cabeça do banhista é de uma espécie rara conhecida como Mangona, que quando adulto pode chegar até três metros de comprimento.

divulgação
Banhista atacado pelo filhote de tubarão em BC. (Foto: divulgação/internet)

 No mês de abril, um tubarão-baleia foi avistado no Caixa D’aço, na cidade de Porto Belo. O animal é o maior da espécie e pode chegar até 20 metros de comprimento.  E na última semana, um simpático leão marinho apareceu na Praia da Palmeira, em Florianópolis. Tranquilamente, o mamífero descansava sob uma pedra quando foi avistado por uma moradora que passava próximo ao local.

Foto -  Aroldo Cardoso  - Arquivo Pessoal
Leão Marinho descansando na praia da Palmeira, em Floripa. (Foto: Aroldo Cardoso)

Segundo o biólogo André Silva Barreto, a maior parte das espécies que aparecem no litoral catarinense é nativa dessa área. “Mas temos também grandes baleias vindas da Antártica que migram para Santa Catarina, e espécies de aves que vêm do norte e sul. Ao longo do ano os animais estão morrendo, o que muda são as espécies de acordo com cada estação. No verão é mais comum termos tartarugas marinhas e no inverno é mais comum pinguins.”

O professor orienta, ainda, que todos esses animais são silvestres e não domésticos. Ao se deparar com alguma espécie é necessário ter cuidado para que o animal não se sinta ameaçado e ataque as pessoas. “Em alguns casos os animais estão apenas descansando nas praias, em outros precisam de atendimento. Se encontrarem algum animal, vivo ou morto, pode entrar em contato com o Programa de Monitoramento de Praias da Univali, através do telefone 0800 642 3341”.

Projeto monitoramento das praias  

Desde 2015, a Universidade do Vale do Itajaí, em parceria com a Petrobras, coordena o projeto monitoramento de praias, um total de 800 km na costa brasileira. Inicia em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, e vai até Laguna, região sudeste de Santa Catarina.

O projeto tem como principal objetivo realizar o resgate, atendimento e reabilitação de aves, tartarugas, golfinhos e baleias. Teve início no mês de julho de 2015 e vai até o mês de abril do ano de 2017.  Além da Univali, outras 12 instituições fazem parte do monitoramento.  E contam ainda com cinco unidades de reabilitação, nas cidades de Ubatuba, Guarujá, Ilha Comprida, Pontal do Paraná e Florianópolis, e mais três bases de apoio em Praia Grande, Ilha do Superagui e Imbituba, onde atuam mais de 300 profissionais.

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Foto-  Divulgação -PMP-BS
Equipe do projeto monitoramento nas praias resgatando o Leão Marinho em Floripa. (Foto: divulgação)

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