Arte e Cultura

Nova casa, novo mundo

Mais de nove mil km de distância separam duas garotas que possuem a mesma vontade: a busca pelo conhecimento

Mais de nove mil km de distância separam duas garotas que possuem a mesma vontade: a busca pelo conhecimento

Texto: Juliana Nascimento e Luzara Pinho
Editor: Matheus Berkenbrock

Deixar família, amigos e todas as circunstâncias na sua cidade natal parece ser fácil, mas não é. Em busca de conhecimento, alguns estudantes estão dispostos para o que vier. Eles vêm de todos os lugares do Brasil e até de fora dele. É o momento da novidade na vida desses alunos, eles estão de frente com uma importante oportunidade de suas vidas.

Muitos desses alunos acabam deixando suas famílias e amigos em suas cidades de origem e se mudam sozinhos em busca de um futuro melhor. Fato este que dificulta um pouco na adaptação, no entanto, a experiência e maturidade que se adquire nessa experiência, fazem valer a pena. Conheça a história de duas garotas de lugares totalmente distintos e o que mudou ao chegar na região.

Mudança de cidade, mudança de rotina

Aos 17 anos de idade, a vida mudou totalmente seu rumo. Em fevereiro deste ano, a estudante Diana Larissa Kleber se mudou para Itajaí para cursar Relações Públicas na Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Natural da cidade de Peritiba, no Oeste Catarinense, a jovem começou a dar os primeiros passos em busca de um bom futuro profissional.

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Diana foi rainha da festa Kerbfest de 2015 (Foto: Arquivo pessoal)

Acostumada com a vida calma da cidade de interior, Diana se deparou com um ambiente bastante diferente ao chegar a Itajaí. “Antes de me mudar, ouvia vários comentários diretamente ligados a universidade e a diversidade de pessoas que se deslocam para cá devido a esse fato, juntamente com a expectativa de empregabilidade, o porto, as diversas indústrias e também atividades de veraneio”, conta a estudante.

A diferença na rotina também se tornou fator de evidência da vida de Diana. Antes de morar em Itajaí, a jovem se deslocava para a cidade vizinha para trabalhar e cursava o Ensino Médio no período noturno.  Mesmo assim, ela conta que a correria do dia-a-dia ganhou mais força com a mudança da cidade, devido ao tempo que se leva para se deslocar de um lugar para o outro, principalmente devido às filas que não são comuns em sua cidade de origem.

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Peritiba, cidade natal de Diana (Foto: Divulgação)

A presença dos familiares e amigos é o que mais faz falta para a estudante. A construção de uma vida mais independente, sem os “mimos” diários da família (como ter a comida pronta, roupa lavada) vem sendo um grande crescimento pessoal.  “Procuro sempre estar em contato e encontrando os familiares e amigos. Este, pra mim, é um hábito indispensável”.

“As diferenças entre as cidades são bastante visíveis e minha adaptação com a nova vida é constante, por mais difícil que seja criar total independência e saber conciliar trabalho, estudo e responsabilidades. Em contrapartida, existem diversos pontos positivos como adquirir novas experiências, ganhar mais liberdade, conquistar oportunidades e aprendizado”.

 Um novo lugar

Demi Groen vive uma experiência bastante diferente. Ela, que é natural da cidade de Heinkenszand, na Holanda, está em intercâmbio de estudos na Univali. Há quase três meses morando em Balneário Camboriú, a jovem já coleciona lembranças e aprende cada dia mais um pouco sobre a cultura tanto da cidade, quanto os hábitos dos brasileiros.

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Demi em seu novo lar, Balneário Camboriú (Foto: Arquivo pessoal)

Em Itajaí, a estudante de 20 anos não possui uma rotina diária. “Meu hábitos não mudaram muito. Eu tinha três empregos na Holanda e conciliava com meus estudos. Deixei os trabalhos antes de vir pra cá e hoje consigo ver melhor o que quero pra minha vida. Na Holanda tudo já estava planejado e aqui não é assim”, conta Demi, que vive uma vida mais tranquila em Balneário Camboriú e com mais tempo livre para aproveitar a cidade.

As distinções no estilo de vida e cultura são aspectos fortes. Quando o assunto é clima, os brasileiros e o tráfego a resposta é clara: “São completamente diferentes”. Os hábitos alimentares também foi fator chave para a adaptação. “Sinto falta das comidas típicas como o Frikandel, o Kaassoufflé, entre outros”, conta.

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Frinkandel, uma das comidas favoritas de Demi (Foto: Divulgação)

A comida típica não é a única coisa que faz falta para Demi. Para ela, o mais difícil é tentar se sentir como se estivesse em casa e ser forte quando a saudade das pessoas queridas bate.

“Na minha cidade, eu morava com meus pais e a 40 minutos da casa do meu namorado. Agora, eu moro sozinha, a milhas de distância de todo mundo e isso é bem difícil de lidar”.

Em contrapartida, o aprendizado e crescimento pessoal compensam qualquer dificuldade. Para ela, o intercâmbio está sendo uma fase importante para se auto conhecer e é “o momento para pensar sobre quem você é e o que pretende fazer no futuro”.

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