Esportes

Dias de luta, dias de glória

Policial Militar e lutador de MMA, conheça um pouco da história de Ivan Cegatta

Policial Militar e lutador de MMA, conheça um pouco da história de Ivan Cegatta 

Texto: Matheus Berkenbrock 

 

Foi assistindo filmes do Bruce Lee na infância que Ivan Cegatta se apaixonou pelo mundo das lutas. Aos 19 anos decidiu começar a praticar esportes e ingressou no Boxe Chinês. O que começou como um hobby se tornou coisa séria. Aos 22 anos Cegatta participou da primeira competição na modalidade e dali para frente não parou mais. Hoje ele soma seis Campeonatos Catarinenses e dois Gaúchos de Boxe Chinês.

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Cegatta tem o braço erguido após mais uma vitória (Crédito: Arquivo pessoal)

No entanto, como viver das lutas não era possível, aos 20 anos Cegatta entrou para a Polícia Militar de Santa Catarina e se apaixonou pelo trabalho. Desde então se divide entre suas duas profissões. Em 2008 o MMA, através do UFC, começou a ganhar espaço na mídia nacional e internacional. Pensando nisso, Cegatta entrou no Jiu-Jítsu para se tornar um lutador mais completo e para competir nas Artes Marciais Mistas (MMA).

Machado e Cegatta
Policiais do 1º Batalhão de Polícia Militar realizam apreensão de drogas (Crédito: Arquivo pessoal)

Em janeiro de 2009 quando ainda era faixa branca de Jiu-Jítsu e preta de Boxe Chinês, Cegatta estreou no MMA, competindo no Nitrix Champion Figh e antes dos dois minutos de luta nocauteou seu adversário. A primeira comeptição de Jiu-Jítsu foi na metade do mesmo ano, quando ele ficou em 3º lugar na seletiva para o Mundial de Jiu-Jítsu na categoria até 30 anos (faixa branca) e garantiu uma vaga na competição que seria realizada nos Estados Unidos. No entanto, por falta de investimentos, não pode participar.

A estréia no MMA foi tarde, aos 31 anos, mas a vitória arrasadora mostrou que Cegatta poderia continuar no esporte e foi o que ele fez. Durante os últimos oito anos ele entrou no octógono mais cinco vezes, tendo um cartel de seis lutas e cinco vitórias, sendo duas por nocaute, duas por finalização e uma por desclassificação do adversário.

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Porém, para a infelicidade de Cegatta, os eventos de MMA realizados no Brasil não chegam nem perto do UFC quando o quesito é remuneração dos atletas, o que dificulta disputar mais competições. “A média é de mil reais por luta, só que o transporte, hospedagem e comida são por nossa conta e em todas as competições o lutador precisa levar seus técnicos, ou seja, o dinheiro das lutas é só para pagar as despesas. O máximo que já ganhei em uma luta foi quatro mil reais, sendo que mil foi o bônus pela vitória”, explica o lutador.

No entanto, este fato nunca desanimou o policial atleta, que sempre treinou forte para buscar seus objetivos. “Hoje, como minha escala de serviço é diária, ficou mais difícil. Treino geralmente três vezes na semana, duas horas por dia. Mas antes, quando trabalhava um dia sim um dia não, ia para a academia em todas as minhas folgas e treinava 8 horas por dia, até nos finais de semana” relata Cegatta.

Hoje aos 39 anos, casado e pai de dois filhos, Cegatta é faixa preta de Boxe Chinês e roxa de Jiu-Jitsu. O Lutador e Policial Militar traz no corpo algumas marcas das lutas, como as orelhas marcados pelos tatames, mas nunca quebrou nenhuma parte do corpo, ‘apenas’ rompeu os ligamentos do joelho. Mesmo beirando os 40 anos e ciente das dificuldades de competir no MMA longe dos holofotes, ele ainda pensa em entrar no octógono. “Continuo treinando, se aparecer uma oportunidade boa, estarei dentro, pois é isso que amo fazer”, completa.

 

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