Cidades

Highway to hell? Moradores de praias agrestes pedem mais segurança

SEGURANÇA NO INTERPRAIAS, EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ, É ALVO DE RECLAMAÇÕES POR PARTE DE MORADORES

Falta de segurança nas proximidades das praias agrestes de Balneário Camboriú vira pauta e moradores reivindicam ações mais assertivas. Enfermeira, residente de Taquaras, expõe seu lado e acredita que há o que melhorar

Texto: Thiago Julio
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Avenida Interpraias liga ruas próximas à praias agrestes. | Foto: Jéssica Teles / Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú

Invasões a residências, roubos de veículos, agressões. Essa é a realidade de ruas interligadas pela avenida Interpraias, em Balneário Camboriú, estampada em portais de notícias e jornais impressos nas últimas semanas. Fato que levou moradores de Estaleiros, Estaleirinho, Taquaras, Taquarinhas e Laranjeiras organizarem uma reunião com entidades de segurança do município para reivindicar melhorias. O encontro, realizado no dia 18 deste mês, surtiu efeitos e ações já foram implantadas.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, a Base Integrada de Segurança Comunitária, localizada no Estaleiro, será reativada nos próximos dias e rondas constantes realizadas por agentes da Guarda Municipal (GM), 24h por dia. Barreiras itinerantes, por várias ruas da região, com auxílio de agentes de trânsitos da cidade, são exercidas e veículos abordados para verificação de documentação – tanto do automóvel, quanto dos condutores.

Entretanto, apesar da implantação de mudanças, a sensação de segurança ainda toma conta das praias agrestes. Alessandra Kaestner Enriquéz mora em Taquaras e, assim como seu marido, tem horário não muito flexível. A enfermeira sai de casa às 6h30min para ir à academia, retorna às 8h e, logo em seguida, deixa a residência, até às 19h30min, para trabalhar. O marido, médico de um hospital particular, começa o dia junto a ela, mas o expediente acaba ainda mais tarde: às 22h.

Alessandra, por não sofrer com os casos recentes, acredita na segurança das redondezas de onde mora, porém não esconde a necessidade de melhorias específicas por parte da administração pública. Abaixo, seguem trechos de uma entrevista com a moradora, que expõe sua opinião quanto ao assunto.

Agência Prefixo (AP): Você se sente insegura no bairro em que reside?
Alessandra Enriquéz (AE): Não, nem um pouco. Tenho os horários mais alternativos. Tanto de saída, quanto de chegada. Minha rua é uma rua em que reside, fixamente, somente eu e meu marido, mas não sinto nem um pouco de insegurança no bairro.

AP: Você acredita que as entidades de segurança do município exercem um bom trabalho na região?
AE: Sim, exercem um bom trabalho. Mas acho que sempre devem melhorar.

Assim que se mudou para Taquaras, exatos 20 dias depois, a residência da enfermeira foi assaltada e vários pertences levados pelos assaltantes. A ação dos bandidos aconteceu em menos nove minutos, como computaram as câmeras, o que faz Alessandra deduzir que os ladrões sabiam a rotina dos moradores e já vigiavam a casa com frequência.

AP: O que pode melhorar? Quais mudanças, no seu ponto de vista, melhorariam a sensação de insegurança de outros moradores?
AE: Uma delas seria a colocação de câmeras por toda a extensão da Interpraias. Mesmo que hoje, de forma particular, os moradores se protejam com câmeras, é necessário. Na experiência que eu vivi, dentro da minha casa, eles estavam encapuzados. Acredito que pelas ruas do bairro eles não andariam assim. Encapuzados, com pertences debaixo do braço. Não adianta só o morador se proteger, no seu particular, com câmeras pela casa, se nas ruas não existe fiscalização do tipo – o que captaria movimentações nas proximidades das residências.

AP: Depois do acontecido, quais alternativas você usou para melhorar a segurança da sua casa?
AE: A gente acaba tendo que optar ou por segurança, ou por privacidade. Ou seja, você acaba perdendo a privacidade. Foi instalado grade pela extensão da casa, 15 câmeras e a contratada uma empresa de segurança particular que realiza rondas, principalmente quando estou sozinha ou não há ninguém na casa.

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