Esportes

Do handebol para o mundo

Conheça a história dos jovens atletas que mudam de cidade para crescer profissionalmente no esporte.

Conheça a história dos jovens atletas que mudam de cidade para crescer profissionalmente no esporte.

Texto: Letícia Maia, Mariana Campos e Paula Leão
Edição: Alan Willian
Fotos: Amanda Machado, Maria Carolina Martins e MorgueFile

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Time de handebol durante a Copa Santa Catarina.

Olhares atentos à bola que vem de frente. Não há tempo de questionar o próximo movimento: ou vai, ou fica e perde o ponto. O grito ensurdecedor da torcida eleva mais ainda a emoção e a vontade de finalizar ali mesmo a partida, que iniciou há apenas dez minutos. Atletas correm de um lado para o outro e tudo que se vê é uma dedicação não só de corpo, mas também de alma, ao esporte. É com essa concentração e amor que Amanda Guimarães Machado vai levando seu time para a vitória marcando mais uma vez no placar, durante a Copa Santa Catarina de Handebol. A equipe juvenil de Balneário Camboriú conquistou o primeiro lugar na competição, que aconteceu no dia 26 de abril.

Amanda, de 17 anos, é uma das principais jogadoras da liga profissional de handebol de Balneário Camboriú, onde atua em campeonatos municipais e estaduais. Apesar da idade, Amanda já tem responsabilidades de adulta. Sua rotina de treinos é diária, variando entre físico e coletivo, e tem apenas um dia de folga. “Treino segunda, terça, quinta e sexta-feira. Na quarta-feira e nos finais de semana, costumo dormir durante a tarde toda ou andar de bicicleta quando não há treino”, comenta.

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Time de handebol durante a Copa Santa Catarina.

Atleta desde os 10 anos, ela iniciou no esporte através do convite de uma amiga na escola e nunca mais parou. Com os anos, vieram as vitórias, a experiência e as conquistas que a levaram hoje a estar no lugar onde só os melhores se encontram. “Pratico há uns sete anos e recebo o apoio total dos meus pais. Eu pretendo seguir em frente e chegar a níveis nacionais”, conta.

Amanda é uma de muitas atletas que saem de suas cidades e vão morar em outros lugares para dar continuidade a um sonho: tornar-se profissional. Ela saiu de sua cidade natal, Barra Velha, para morar junto com outras meninas do time na cidade de Balneário Camboriú, onde divide todo seu tempo entre a escola, obrigatória para a liga, e os treinos diários. “Saí do meu antigo time porque lá não tinha tantas oportunidades de crescer igual eu tenho aqui”, explica Amanda.

Apesar das tarefas e obrigações, não deixa de ter o contato e o convívio com a família. Ela vai para casa todos os finais de semana em que não tem competição e estipula horários para falar com a mãe e o pai por telefone. A atleta afirma que a saudade da antiga rotina e de casa é grande, mas que a vontade de crescer no time também.

Maria Carolina Martins também faz parte do time profissional de handebol junto com Amanda. A estudante de 15 anos do segundo ano na escola E.E.B. Pres. João Goulart, de Balneário Camboriú, treina há cinco anos. Ela veio de Sorocaba para tentar um lugar entre os melhores atletas. “Minha irmã já jogava e me incentivou a ir treinar”, explica Maria Carolina, que saiu de seu antigo time por falta de estrutura.

Maria também possui uma rotina acirrada, tendo treinos diários e folgas apenas nos finais de semana e quarta-feira, dias em que ela gosta de usar para aproveitar com o namorado. A estudante está entre os muitos atletas que moram juntos em outras cidades para poderem fazer parte de times profissionais. Juntas, ela e Amanda são algumas das contempladas com o Bolsa Atleta do Governo Federal, benefício concedido para fins de sustento e incentivo aos jovens para ingressarem na vida do esporte.

“Não tinha oportunidade para evoluir na minha cidade e meus pais não poderiam arcar com moradia, alimentação, entre outras coisas, para eu seguir meu sonho. Com o Bolsa Atleta, nós recebemos moradia e um salário para as despesas. É pouco, mas o suficiente para nos incentivar a continuar”, explica Maria Carolina.

A Fundação Municipal de Esportes de Balneário Camboriú também oferece o Bolsa Atleta. Segundo a fundação, as inscrições são realizadas exclusivamente pela internet, tendo idade mínima de 14 e máxima de 19 anos. Ter um vínculo com uma atividade esportiva e estar matriculado na escola são fundamentais. Além disso, é obrigatório ter jogado em campeonatos e ter sido premiado entre os três primeiros colocados.

“Eu acho importante a bolsa para incentivar crianças e adolescentes a praticar o esporte. Contribuiu muito esse incentivo para mim. Se eu não tivesse essa bolsa atleta não haveria como continuar minha carreira no esporte”. – Amanda Machado, jovem atleta.

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Time de handebol durante a Copa Santa Catarina.

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