Cidades

Mudaram as estações, nada mudou

O outono chegou, mas o calor ainda predomina na maior parte do país

Texto:  Juliana Nascimento e Luzara Pinho
Edição: Matheus Berkenbrock

O outono chegou, mas o calor ainda predomina na maior parte do país 

O verão se despediu faz um mês, mas as temperaturas altas ainda custam a ir embora. O outono, considerado uma estação de transição entre verão e inverno com temperaturas mais amenas, registra em 2016 características típicas da estação mais quente do ano, com sensação térmica de 40 graus em muitas regiões do país. O calor e a estiagem do mês de abril bateram recordes históricos.

Segundo o Oceanógrafo Sergey Alex De Araújo, as altas temperaturas desse outono de 2016 se devem ao fenômeno El Niño que teve início em 12 de abril de 2015. O supervisor do Laboratório de Climatologia da Universidade do Vale do Itajaí, conta que em vista da média dos principais Estados do Brasil, esse outono está 3,5° graus acima da média histórica, que ocorreu há cerca de 20 anos.  Junto com El Niño, nas últimas semanas a Região Sul sofreu um bloqueio atmosférico qual não deixava a massa de ar frio se aproximar.

No entanto hoje, sexta-feira, 25, as temperaturas começaram a mudar e a primeira onda de ar frio do outono deve chegar nesta quarta-feira (27) no final do dia.

O frio vai chegar

Conforme informações do Laboratório de Climatologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali)  o deslocamento de uma nova frente fria vem em direção a Região Sudeste e um ciclone entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul deixarão o tempo instável no início da próxima semana. Após a passagem da frente fria, é esperada a primeira onda de frio da estação.

Confira a previsão do tempo para os próximos dias:

tabela
Fonte: Laboratório de Climatologia da Universidade do Vale do Itajaí

Conforme a bióloga Luciéle Cristina Rosa, a mudança climática e o calor atípico do outono podem ser considerados por uma junção de fatores. “Além dos fatores meteorológicos naturais, alguns danos ambientais como o desmatamento e emissão de gases de efeito estufa podem agravar o aumento da temperatura. O calor prolongado pode também levar a um déficit hídrico, provocando secas em algumas regiões. O solo ressecado também pode prejudicar algumas culturas agrícolas”, explica.

O calor fora de época pode interferir em toda a dinâmica do ecossistema. Luciéle frisa que, com a permanência do calor, o início da dormência de algumas espécies vegetais pode ser atrasado. Além disso, algumas espécies de animais têm seu comportamento reprodutivo ou alimentar influenciado pelas temperaturas e, com isso, esses animais podem permanecer com o comportamento típico do verão. “Como exemplo pode se citar o Mosquito Aedes Aegypti, que se reproduz mais com o calor”, ressalta a bióloga.

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