Entrevista

Rizzih sobre Déte Pexera: “Vai muito além do riso fácil”

 

O ator, músico e bailarino Rizzih não para de lotar os teatros do litoral de Santa Catarina com sua personagem web-hit Déte Pexera.

Entre as fofocas com sua amiga Sônia, e os conflitos com as filhas Jessica e Jennifer, Déte tem alcançado milhões de visualizações na internet e atraído a atenção do mercado publicitário.

O espetáculo batizado de “Nem te Conto” (fala recorrente da personagem) já tem levado milhares de pessoas ao teatro desde que estreou fim do ano passado nos palcos catarinenses. Nele, Déte conta de suas histórias de vida e dá mais detalhes a respeito da sua convivência com a família, com o marido Milton e as “sagradas” filhas – além de interagir com o público que antes só a conhecia pelos virais do Youtube.

Por trás de Déte, Rizzih: um artista sério e fofocado, que fala sobre a repercussão na internet e seus objetivos com a carismática personagem.

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foto: Divulgação

 

As coisas aconteceram como? Você estava na tua casa e pensou: “vou gravar um vídeo com sotaque peixeiro’’?

– Eu morava em SP há dois meses e sentia muita falta dessa coisa bairrista, do pessoal de Santa Catarina. Fui me deitar e o texto surgiu na minha cabeça, mas não havia pensado na personagem ainda.  No dia seguinte apoiei a câmera num bebedouro, liguei a câmera e pensei: É a Déte!”. Depois a repercussão foi toda essa que vocês já sabem.

Você criou o espetáculo da Déte, o “Nem te Conto”, que tem ingressos esgotados por toda a região. Como foi sair da internet para o mundo real?

-Foi um prazer! Eu saí do (espetáculo do) Beto Carrero em junho pra me dedicar a ter relevância na internet e então eu pudesse voltar para o teatro, porque hoje em dia você só lota casa se você já um grande artista com carreira consolidada ou fizer sucesso na internet. Com dois meses de trabalho a Déte e explodiu e tudo que eu queria era voltar pro teatro com um espetáculo solo. Em três semanas isso aconteceu.

A personagem funciona tão bem no palco como na internet?

-Funciona melhor até! Isso é outro grande prazer que tenho como artista porque as pessoas se surpreendem muito, elas não sabem o que ela vão encontrar. É um espetáculo que não é raso, mostra uma mulher de verdade, o publico ri e se emociona do começo ao fim. É muito honesto! É um trabalho que eu sinto orgulho de apresentar que vai muito além do riso fácil.

Você não usa de piadas fáceis, é isso?

-É um riso frouxo, que funciona, porque são coisas do cotidiano. Mas existe uma mulher de verdade ali.

O público se identifica muito então?

-Demais! Porque as pessoas se veem ali no palco ou veem a mãe, a vó, a tia, etc. A Déte só deu certo porque ela existe de verdade.

Voce se preocupa em manter a Déte uma personagem familiar?

-A Déte é pra família. Eu encontrei nela um seio familiar, ela pode falar uma coisa ou outra  mas nunca agredindo. Ela também não fala de religião, nem de politica. Sei que o artista tem essa responsabilidade social, mas eu escolhi não falar. As pessoas já estão tão sobrecarregadas disso, principalmente na internet em que é a “terra da democracia”, onde as pessoas sentam atrás de uma tela para destilar ódio. Foi aí que pensei “não, quero que chegue segunda-feira (dia em que os vídeos são publicados) e que as pessoas sentem na frente do computador para deixar o começo da semana leve”. Quero trazer apenas o riso e a emoção, nada de pesado. Quero que a menina de 4 anos e o senhor de 80 anos deem risada.

Mas nem Jesus agradou a todos. Você já sofreu alguma critica?

-Felizmente, de todos os trabalhos que eu fiz na vida, esse foi o menos criticado. Criticaram um palavrão uma vez, que na verdade nem era um palavrão. Também criticam coisas técnicas tipo o áudio, que eu super levo em consideração.

Como é a interação das pessoas na internet com teus vídeos?

-Tem vários comentários! O pessoal comenta tanto que é quase tão instantâneo quanto o palco. Eles são maravilhosos.

E qual é o futuro da Déte?

-O publico é que decide! Por enquanto é isso: muitos vídeos, espetáculos novos e campanhas publicitárias. Em três meses vivi coisas para três anos! Quero fazer a Déte por muitos anos e enquanto eu estiver feliz como artista, está tudo certo.

Por Lucas Machado

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